quarta, 23 de setembro de 2020

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Praia: o limite entre a diversão e a morte

Ainoã Geminiano / 21 de novembro de 2016
Foto: LPAssuero Lima
Em estados como a Paraíba, onde há verão praticamente o ano inteiro, o mar acaba sendo mesmo a principal diversão para moradores e visitantes. Mas, a natureza que oferece lazer gratuito também esconde seus riscos e o limite entre a diversão e a morte pode ser bastante sutil. Os números do Corpo de Bombeiros mostram um aumento nos casos de afogamentos com ou sem morte, nos últimos anos, com maior concentração em algumas praias, mas com registro em praticamente todas, incluindo as urbanas, onde há maior movimento. E, na avaliação dos socorristas, a maioria dos acidentes é resultado de um ato de negligência. Em 2016 já foram 18 afogamentos.

O tenente Celso Araújo atualmente é oficial coordenador de plantão no Batalhão de Busca e Salvamento dos Bombeiros, unidade responsável pela guarda das praias paraibanas, mas atuou durante vários anos como guarda-vidas, vivenciando várias situações de afogamento. "Sempre que chegávamos na situação percebíamos que alguém tinha sido negligente, ou por ignorar a necessidade de ter cuidado ao entrar no mar e fazer isso sob efeito de álcool, ou por deixar de observar crianças que precisam ser monitoradas o tempo todo", disse.

Para alertar os banhistas, o tenente Celso elegeu os quatro fatores de risco que mais contribuem para afogamentos. Veja o vídeo.

Você sabe identificar quando um local é perigoso para o banho?

Nem sempre as praias mais perigosas deixam à mostra as características que tem para tornar um banho perigoso. Por isso, a primeira dica do Corpo de Bombeiros é procurar o posto de guarda-vidas, para pedir informações sobre o local. "Nas praias onde mais acontecem acidentes mantemos sempre nossos postos ativos e os bombeiros têm informações detalhadas sobre o que deve ser evitado", disse o tenente Celso Araújo.

Duas praias se destacam entre as mais perigosas, por tem correntezas de rios entrando no mar: Praia Bela e Praia de Gramame.

Diferença entre o potencial de risco entre praia e rio

O período de verão, assim como os feriados prolongados, costumam atrair excussões de banhistas, que vêm de cidades do interior, para curtir o litoral do Estado. Alguns dos casos de afogamento com morte, registrados pelos Bombeiros, vitimaram participantes de excussões, que não tinham costume com as características do mar. Embora, em alguns casos, são pessoas acostumadas com banhos em rios, o tenente Celso Araújo alerta para a diferença geográficas entre os dois corpos de água, o que faz com que a experiência com rios não sirva para o banho de mar.

afogamentos

O que é determinante para sobrevida ou morte de uma vítima de afogamento

Algumas pessoas podem ser mais resistentes a situações de afogamento, de forma que tem mais chances de sobreviver a um acidente. Porém o mais importante a ser feito, assim que perceber que a situação é estranha, é acionar o socorro. Enquanto isso, a dica é tentar acalmar a vítima e não tentar salvá-la sem equipamentos, se não tiver treinamento específico para a tarefa. Mas se houver como fazer a retirada da vítima da água, há alguns cuidados que devem ser tomados.

Considera-se afogamento quando o banhista à deriva, aspirou água e está com os sentidos comprometidos. Já os resgates aquáticos são feitos quando o guarda-vidas percebe que banhista não está conseguindo nadar. São situações que podem culminar com afogamento, caso o resgate não seja feito a tempo. Em cada posto de guarda-vidas ficam três ou quatro bombeiros.

Afogamentos 2016 

- Praia Bela - 10

- Bessa - 3

- outras praias 5

Resgate aquático 2016 

­- Gramame Sul - 18

- Praia Bela - 12




 

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