quarta, 26 de junho de 2019
Cidades
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Praças são alvo de vandalismo em João Pessoa

Aline Martins / 18 de maio de 2019
Foto: Assuero Lima
Os bancos de duas praças da área central de João Pessoa estão parcialmente ou totalmente quebrados. Para visitantes e trabalhadores das imediações, os locais estão abandonados pelo poder público, pois não há fiscalização e ações educativas para impedir que o patrimônio seja destruído por ações de vândalos. Além disso, a população reclama da ausência da Guarda Municipal fazendo a policiamento nessas praças.

Na Praça Castro Pinto, localizada entre as avenidas João Machado e Tabajaras, conta-se nos dedos quantos bancos estão em condições ideais para o descanso, segundo comentou o aposentado Edvaldo Andrade, de 80 anos. Ele reclama que essa praça está abandonada. “A prefeitura chegou a mudar a grama que não tinha dado muito certo quando inauguraram, mas não consertaram os bancos. Essa praça está totalmente abandonada há anos. Aqui praticamente não tem onde sentar. A limpeza é garantida, mas sentar dificilmente você consegue sentar”, comentou. Para ele, o ideal seria substituir os atuais modelos por aqueles feitos em blocos de cimento.

Segundo o taxista Sebastião Estefânio, a destruição dos bancos da Praça Castro Pinto é feita por alguns moradores de rua. “Eles arrancam as tábuas e quebram ao meio porque servem como uma faca para ameaçar os outros. Ou mesmo pegam para fazer fogueira e cozinhar. A convivência é bem difícil aqui porque eles brigam a qualquer hora.

Todo mundo fica com medo”, reclamou. Alguns comerciantes ainda relataram que muitos deles escondem faca e na segunda-feira a praça está toda suja. No momento da reportagem uma pessoa fazia a limpeza que é feita de segunda a sexta.

Já na Praça 1817, revitalizada e entregue a população em maio de 2016 pela Gestão Municipal, apenas um banco está conta duas tábuas, enquanto os demais estão sem o assento. É nesse que tem duas madeiras que senta o autônomo Francisco Lucas. Como precisava descansa resolveu sentar apesar do péssimo estado em que se encontra os bancos. “Estão todos quebrados, mas a gente precisa descansar um pouco na sombra e o jeito é sentar nesses quebrados”, disse.

Para a vendedora de lanches, Gilvaneide Lino, quem precisa sentar para esperar o banco abrir, por exemplo, sofre em pé. “Se uma pessoa passar mal aqui não tem onde sentar porque todos os bancos estão quebrados. O pessoal da prefeitura veio fazer a limpeza dos matos que estavam grande, mas não consertaram nenhum banco. Idoso ou mulher com criança de colo tem que ficar em pé porque não tem onde sentar. A gente só queria que eles fizessem alguma coisa”, pediu.

Sedurb

A Secretaria de Desenvolvimento Urbano (informou, por meio da assessoria de imprensa, que as manutenções nas praças acontecem de maneira programada, por meio de um cronograma. A população também pode solicitar os serviços pelo telefone 3218-9151 ou por e-mail ascomsedurb@gmail.com. Em relação ao cronograma previsto, no final do mês a Sedurb deve chegar nessa localidade. Semana passada, a secretaria realizou uma vistoria nas praças do Centro e identificou os reparos necessários. No final do mês para o início de junho, executará os serviços necessários.

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