quarta, 19 de dezembro de 2018
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População denuncia galpão de reciclagem na Comunidade do S

Lucilene Meireles / 11 de setembro de 2018
Foto: Assuero Lima
“Esse material reciclável é um risco para quem vive aqui. Tem muita coisa que acumula água e todo mundo já encontrou rato, barata, escorpião, sem contar com o mosquito que transmite a dengue, zika e chikungunya”. O relato é da dona de casa Aparecida de Oliveira, que mora na Comunidade do ‘S’, no bairro do Roger, em João Pessoa. A casa fica perto de um galpão de reciclagem e, conforme garantiu a moradora, o local representa perigo para todos que vivem nas imediações. O dono da reciclagem garantiu que não há risco, e a Prefeitura de João Pessoa assegurou que são feitas visitas periódicas para evitar formação de focos.

A população local informou que não adianta reclamar com os responsáveis pelas reciclagens. “Falei com o dono de uma das reciclagens porque, além do galpão, ele tem um terreno ao lado da minha, onde deixa um monte de coisa velha. Ele não limpa e está cheio de sujeira, mas se a gente reclama, acha ruim. É mosquito demais por aqui”, afirmou o autônomo Gilvando Francisco de Santana.

Se por um lado, os moradores reclamam, o proprietário de uma das reciclagens, Edgar Barbosa, afirmou que não há risco de formação de criadouros do mosquito Aedes aegypt. “A gente carrega material todo dia e não dá tempo de acumular água, porque esse material não fica parado”. Em relação ao terreno abandonado, citado pelo morador, Barbosa explicou que não há material onde fique água parada. “O problema é que, apesar do caminhão de coleta passar três vezes por semana, as pessoas ainda jogam lixo lá dentro”, completou.

O gerente de Vigilância Ambiental e Zoonoses de João Pessoa, Nilton Guedes, disse que existe um trabalho permanente de controle da área, com visitas periódicas dos agentes. “Os recicladores, catadores retiram da rua o que não queremos e, por falta de educação, jogamos fora, entupindo galerias, causando má impressão. Ali, damos um banho com o larvicida e evita aquele antigo trabalho de furar lata”, observou.

Pontos estratégicos. As reciclagens são conhecidas como pontos estratégicos, com visitas diferenciadas a cada 15 ou 20 dias. Assim como as reciclagens, o pátio do Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran), onde há dezenas de veículos apreendidos parados, e os cemitérios, são exemplos.

“Pontos Estratégicos para controle de mosquitos são locais com um grande número de depósitos que podem servir de criadouros. Nesses locais, temos um agente ou equipe exclusivamente para colocar o larvicida”, ressaltou. Na reciclagem do Roger, a última aplicação do produto foi semana passada e está agendada para a próxima.

No caso do Roger, segundo Nilton Guedes, os recicladores e catadores são parceiros importantes no controle de pragas. “Eles recolhem o que está disperso e inservível para a população e agrupam em um espaço, facilitando o controle químico e inspeção”, disse.

O bio larvicida interfere no desenvolvimento da larva. Além dele, é feita também aplicação de efeito residual com adulticida, quando o mosquito adulto vai ter contato com a superfície coberta com inseticida e morre. Este é aplicado com pulverizador.

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