segunda, 19 de agosto de 2019
Policial
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‘Violentômetro’ traz evolução de crimes contra mulheres

Redação / 12 de agosto de 2018
Entre os dias 20 e 24 deste mês, o Tribunal de Justiça da Paraíba participará da campanha nacional Justiça Pela Paz em Casa, para o enfrentamento à violência doméstica contra a mulher. A Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do TJPB tem desenvolvido ações nesse sentido. Em novembro do ano passado, por exemplo, criou fôlder que elenca atitudes inadequadas em relação à mulher, que, sem medidas imediatas, podem culminar com a ocorrência do feminicídio (crime de assassinato de mulheres com motivação no fato de a vítima ser do sexo feminino, com as penalidades estabelecidas na Lei 13.104/2015).

Por conta de sua atuação, a Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça da Paraíba foi destaque em matéria produzida pelo Conselho Nacional de Justiça, intitulada ‘CNJ organiza e fiscaliza proteção à mulher em 27 estados’.

A elaboração de um fôlder chamado ‘Violentômetro’ foi ressaltada pela juíza auxiliar da Presidência do Conselho, Andremara dos Santos, que sugeriu às demais coordenadorias estaduais a adoção de material similar para prevenção dos crimes contra a mulher.

O Violentômetro orienta as mulheres a prestarem atenção em comportamentos e ações que, se não contidas, podem evoluir para ofensas, ameaças, abuso sexual até a morte. Incentiva, também, as mulheres tomarem uma atitude antes que seja tarde demais. De acordo com a matéria do CNJ, o fôlder possui uma mensagem clara e direta.

O material foi utilizado em palestras em universidades, igrejas e escolas, com o objetivo de atingir o maior número de pessoas, inclusive homens, que precisam refletir essas atitudes. “Infelizmente é algo que nunca fica velho”, declarou a juíza Graziela Queiroga Gadelha de Sousa, uma das coordenadoras da Violência contra a Mulher do TJPB.

Na campanha Justiça pela Paz em Casa, que acontece entre os dias 20 e 24, magistrados concentrarão esforços para o julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra as mulheres e dar celeridade aos processos. Para Graziela, a cartilha é importante pela “facilidade e clareza da informação, que ajuda a compreensão de quem vive esse ciclo e sequer sabe que se trata de uma violência doméstica”, disse.

A Portaria nº 15/2017 do CNJ instituiu a Política Judiciária Nacional de enfrentamento à violência contra as mulheres, definindo diretrizes e ações de prevenção e combate à violência contra o sexo feminino.

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