sábado, 20 de julho de 2019
Policial
Compartilhar:

Três suspeitos de fraude em provas da UFPB são concursados em PE

Portal Correio / 09 de abril de 2019
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Três das quatro pessoas presas suspeitas de fraudar o concurso da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) são concursadas em órgãos de Pernambuco, como o Samu, a Universidade Federal de Pernambuco e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As prisões fizeram parte da Operação Ponto Final, da Polícia Federal, em João Pessoa e Rio Tinto.

O delegado Fábio Maia, da Polícia Federal, informou que os suspeitos agiam com uso de equipamentos eletrônicos e aguardavam o gabarito das provas serem repassados por terceiros.

“A primeira prisão foi na parte da manhã (do domingo) no campus da UFPB, em Rio Tinto. Nossos policiais estavam procurando a princípio um indivíduo que seria o alvo. Ele chegou acompanhado de outros dois indivíduos. Os três foram para a mesma sala, onde os policiais viram eles em comportamento estranho, já que os outros candidatos estavam lendo as provas e eles aparentaram estar esperando algo. Saíram diversas vezes para o banheiro e demoravam muito. Os policiais chegaram a acompanhar a saída para o banheiro e provavelmente eles estavam recebendo respostas da prova por algum meio externo”, contou o delegado.

Após serem flagrados, os suspeitos tentaram se livrar dos equipamentos jogando-os nos vasos sanitários e nas caixas de descarga. Porém, os equipamentos foram recuperados e vão ser periciados.

Além dos presos em Rio Tinto, um homem também foi preso em João Pessoa ao tentar entrar no local de prova utilizando um ponto eletrônico.

Os quatro presos vão passar por audiência de custódia, mas a PF já comunicou que eles serão indiciados por organização criminosa e fraude em concurso público, o que pode resultar em uma condenação de 14 anos de prisão.

Operação Gabarito



Um dos presos, segundo informou a Polícia Federal, é investigado na ‘Operação Gabarito’, em Pernambuco. A estratégia utilizada por ele e pelos demais presos no último domingo é similar à investigada na Operação Gabarito, da Polícia Civil, que a partir de maio de 2017 revelou um esquema responsável por movimentar valores milionários a partir de fraudes em concursos em vários estados do Nordeste.

 

Relacionadas