terça, 13 de novembro de 2018
Policial
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Suspeitos de roubos a bancos em Campina Grande são presos pela Polícia

Wênia Bandeira / 08 de fevereiro de 2018
Foto: Chico Martins
As polícias Civil, Militar, Federal e Rodoviária Federal realizaram nessa quarta-feira (7), em Campina Grande e zona rural de Massaranduba, a Operação Aurora. Foram cumpridos quatro mandados de prisão, oito de busca e apreensão e um de condução coercitiva, este último de um servidor da Prefeitura Municipal de Campina Grande, que foi exonerado. A PMCG informou que somente se ficar comprovada uma injusta acusação do servidor exonerado, haverá possibilidade de retorno à função pública.

A primeira fase da operação teve como objetivo o levantamento preliminar de informações por meio de mídias eletrônicas para investigar crimes contra agências bancárias. “Não está descartado que tenham envolvimento na ação do Shopping Partage, porque eles fazem ataques indiscriminados”, explicou o delegado de roubos e furtos da PC, Cristiano Santana. Ele falou que não há uma ação específica sendo investigada.

Aldair Monteiro da Silva, conhecido como Zue, 22 anos, Israel Barbosa, conhecido como Raulzinho, 29 anos, Marcelo Diniz Balbino, conhecido como Marcelo Aleijado, 28 anos, e Edvaldo Farias, conhecido como Tocha, 20 anos (preso na Penitenciária Padrão) receberam voz de prisão preventiva. Eles estariam envolvidos em uma série de ataques a bancos e ainda em roubos e furtos de veículos, que seriam utilizados nas ações criminosas, mas negam participação.

“Não há acusação nenhuma. Este inquérito apura ataques a caixas eletrônicas e roubo e furto de veículos, estão sendo coletados todo tipo de material, temos um trabalho integrado e com urgência para poder materializar um relatório, confirmando os indiciamentos e por ventura formalizando outros que não estejam neste momento na operação”, afirmou Cristiano.

Os ataques a caixas eletrônicos seriam realizados também fora do estado. A intenção, segundo o delegado, foi dar uma frenagem no aumento deste tipo de crime, observado do segundo semestre do ano passado até hoje.

As mídias deverão servir para subsidiar o Ministério Público da Paraíba a Justiça para uma condenação. “O objetivo não era apreensão de armamento, era de material de mídia para subsidiar informações. Essas pessoas estavam com seus filhos e seus pais, então essas pessoas não guardam esse material bélico em sua residência”, acrescentou.

Prestou depoimento

Romário Gomes Silveira foi conduzido coercitivamente para prestar esclarecimentos. Ele era servidor comissionado da PMCG, lotado no Gabinete do Prefeito, e foi exonerado nessa quarta-feira (7) após as informações serem divulgadas.

“A exoneração do servidor não significa, necessariamente, uma condenação antecipada em relação a uma acusação a qual ele terá oportunidade de apresentar defesa e, se for o caso, demonstrar sua inocência. De fato, trata-se de uma medida administrativa sensata e de respeito aos princípios que regem a gestão, sob a luz da ética, honradez e comportamento exemplar”, diz nota divulgada pela Coordenadoria de Comunicação.

A Codecom aponta ligação entre o servidor e a explosão de caixas eletrônicos do Banco Caixa Econômica, localizado no Shopping Partage, o que não foi confirmado pela polícia.

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