terça, 25 de junho de 2019
Policial
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Suspeito está na Paraíba: PF investigará esquartejamento de paraibanos na Espanha

Ainoã Geminiano / 08 de outubro de 2016
Foto: Divulgação
O Ministério da Justiça (MJ) autorizou a Polícia Federal a iniciar uma investigação brasileira sobre o assassinato da família de paraibanos, ocorrido no mês de agosto, no povoado de Pioz, na Espanha. O pedido da PF para abrir um inquérito foi feito após a polícia espanhola criticar as autoridades brasileiras, pelo fato de o principal suspeito do crime ter fugido para o Brasil, ter sido ouvido pela polícia e continuar em liberdade. Embora o trâmite diplomático necessário não tenha sido feito pela Justiça da Espanha, para que o mandado de prisão expedido por ela tivesse validade no Brasil.

Ontem, o MJ emitiu uma nota à imprensa na qual diz que a investigação no Brasil vai depender da cooperação entre os dois países. Ontem também, a imprensa espanhola noticiou que o Governo da Espanha fez oficialmente o pedido diplomático para que a prisão de François Patrick Nogueira seja feita no Brasil. Isso foi feito após a Justiça espanhola receber a informação oficial da polícia brasileira, de que o suspeito estava localizado. De acordo com o jornal ABC, o juiz de Guadalajara, responsável pelo caso, emitiu uma ordem de cooperação judiciária internacional, para que a Guarda Civil da Espanha dê continuidade às investigações no Brasil. O comissão de investigadores deve vir ao país, para trabalhar junto com os agentes da Polícia Federal.

O Itamaraty informou, através da assessoria de imprensa, que “o Consulado-Geral do Brasil em Madri acompanha o caso junto às autoridades espanholas e presta a assistência cabível aos familiares dos brasileiros. O procedimento em questão deve tramitar sob sigilo até a efetivação da prisão do foragido da Justiça, de modo que o Ministério das Relações Exteriores não está autorizado a divulgar informações detalhadas”.

DNA indica principal suspeito

Patrick Nogueira foi declarado principal suspeito, após os investigadores espanhóis afirmarem que encontraram DNA do jovem de 19 anos, na fita adesiva utilizada para lacrar os seis sacos em que foram colocados os pedaços dos corpos. O jovem começou a ser investigado depois que deixou a Espanha, às pressas, dois dias após a descoberta do crime (19 de setembro). Chamou a atenção da polícia espanhola a descobrta que existia um parente muito próximo da família, que tinha morado com eles até semanas antes e não fez nenhum contato para comunicar o desaparecimento do tio, a mulher e os primos. De acordo com a polícia, a família foi morta entre os dias 16 e 22 de agosto. No Brasil, Patrick não pode ser preso até que o mandado de prisão da Justiça espanhola seja revalidado pelo Supremo Tribunal Federal .

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