terça, 26 de janeiro de 2021

Policial
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Quantidade de apreensões de drogas na Paraíba cai 63% em um período de quatro anos

Aline Martins / 06 de março de 2017
Foto: Divulgação/Polícia Civil
Na Paraíba, a quantidade de drogas apreendidas caiu 63% em um período de quatro anos. Até o dia 25 de janeiro deste ano, a Polícia Civil prendeu em flagrante de uma única vez três pessoas com 300 kg de maconha, crack e cocaína. Um dos presos era servidor da Prefeitura Municipal de João Pessoa, que utilizou um dos veículos institucionais para transportar o entorpecente. No último final de semana, mais três pessoas foram presas acusadas de tráfico de drogas. Embora ações como essa, que consegue prender pessoas traficando, para a Polícia Civil o tráfico está cada dia mais difundido e hoje há mais dificuldades para encontrar o verdadeiro “chefe” ou proprietário da droga. Sem contar, segundo o delegado de Repressão a Entorpecentes (DRE), Thiago Sandes, que os traficantes estão cada vez mais resguardados por empresas que de advocacia que defendem os seus direitos.               

Este ano, a Seds informou que 304 quilos de entorpecentes foram apreendidos pela Delegacia de Crimes contra o Patrimônio (Roubos e Furtos) de João Pessoa, no dia 25 de janeiro. No ano passado, 1.239,8 kg foram apreendidos, sendo a maconha o maior quantitativo. Hoje a droga tem origem internacional. “O crack e a cocaína já eram da Bolívia Colômbia, mas a maconha também está vindo de fora e a suspeita que seja do Paraguai, mas existe algumas falhas na fiscalização e elas chegam até aqui no Nordeste pela fronteira, divisa, limite”, ressaltou o delegado Thiago Sandes. Os entorpecentes são transportados em veículos pelas rodovias federais e estaduais, mas também acabam chegando por meio dos aeroportos e portos, principalmente as sintéticas (LSD, êxtase) – que tem fabricação alemã e holandesa.

No caso da Paraíba, o Estado é o destino final, ou seja, a droga é distribuída dentro da própria unidade federativa. “Alguns outros estados recebem, mas servem como entrepostos. Eles recebem e repassam. Geralmente Ceará e Rio Grande do Norte por conta da instalação do PCC”, frisou.         Ainda de acordo com o delegado, além da DRE outras delegacias também fazem apreensões de drogas como citou a Roubos e Furtos que fez uma abordagem de um suspeito de crime patrimonial. “Nesse final de semana foram sete presos. Desses, dois foram liberados e estão sendo monitorados por equipamentos eletrônicos, que para tráfico não serve de nada porque ele vai traficar na própria casa”, pontuou.                

Mas apesar dessas apreensões, o verdadeiro dono da droga dificilmente é preso. Como o serviço, segundo a Polícia Civil, é segmentado, ou seja, cada um tem uma função, os que ocupam tais cargos acabam sendo os que são presos. E hoje, a DRE tem percebido que os traficantes estão cada vez mais protegidos e pagando advogados para defendê-los. “Toda vez que um suspeito chega aqui na delegacia, em seguida chega um advogado que ele se quer conhece, que não teve acesso ou comunicou. A gente sabe que o objetivo desse advogado é indicar e oferecer todo o suporte técnico para que ele não diga a origem da droga, ou seja, o real proprietário. Estamos percebendo isso freqüentemente. Eles nunca dizem”, revelou Thiago Sandes.

“Não tem como saber o perfil porque está tão difundido. Antigamente tinha o sujeito que se ligava num certo tipo de crime, mas hoje não. Ele comete um patrimonial para arrecadar dinheiro para comprar droga. Compra a droga, vende. Quando está sem dinheiro faz outro crime patrimonial. Eles estão fazendo praticamente tudo”, finalizou.

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