sábado, 20 de julho de 2019
Policial
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Profissão cibercriminoso: golpe digital é meio de vida

Bruna Vieira / 10 de julho de 2016
Se andar na rua está perigoso, navegar também não está fácil para ninguém. Especialistas já consideram que há mais criminosos no mundo virtual do que no real.

A Delegacia de Defraudações e Falsificações da capital recebeu em média três denúncias de estelionato, por dia, no ano passado. Fraudes em anúncios, compras indevidas e revenda de carros, todas feitas pela internet, representam a maior parte dos casos. Os criminosos confiam na impunidade. O lucrativo submundo do cibercrime gerou um rombo de mais de R$ 8,5 milhões contabilizados, este ano. Isso levando em consideração apenas os inquéritos concluídos na DDF da Capital.

A dimensão do prejuízo chega a ser incalculável, já que muitas vítimas nem desconfiam de estarem sendo lesadas, sem falar que nem todos os estelionatários são descobertos. Na Operação Firewall, deflagrada em 2013, por exemplo, 18 pessoas foram presas por clonagem de cartões. Hoje, todas estão soltas e continuam aplicando golpes, não só de clonagem, mas também de seguro de carros e venda de imóveis.

Segundo a investigação, a quadrilha cresceu e lava o dinheiro do crime em lojas de eletrônicos e estacionamento no Centro da cidade, onde também clonam os cartões dos seus clientes.

Nada é totalmente seguro na rede. Antivírus não protegem de todos os ataques. Às vezes, as vítimas é que fornecem as informações aos criminosos, em sites falsos.

Os criminosos arregimentam pessoal em empresas de crédito e cartórios para a rede criminosa. A falta de acesso a dados sigilosos dificulta o trabalho da polícia na identificação dos criminosos, que, a cada dia, se especializam mais no ‘negócio’. Eles não são amadores, vivem para isso e fazem muito bem, usando até a polícia, se beneficiando da legislação e da cegueira da Justiça.

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