quarta, 19 de junho de 2019
Policial
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PRF reforça fiscalização com radares portáteis

Katiana Ramos / 28 de fevereiro de 2019
Foto: Divulgação/PRF
A partir de hoje, agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) reforçarão a fiscalização, por meio de radares portáteis, nas rodovias federais que cortam a Paraíba. O principal objetivo é coibir o excesso de velocidade por parte dos condutores. Segundo a PRF, houve um aumento de 19,25% dessa infração este mês, comparando-se com o mesmo período de 2018. Para a polícia, a retirada das lombadas e radares fixos, por parte do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) contribuiu para o exagero dos condutores.

“A nossa preocupação é justamente esse tipo de comportamento no período do carnaval, onde muita gente se excede na ingestão de alcool e acaba dirigindo. Além disso, temos ainda a previsão de chuvas e que é uma situação em que os motoristas precisam reduzir a velocidade. Sem as lombadas e radares fixos, as pessoas acabam desrespeitando”, explicou a inspetora da PRF, Keilla Melo. Dados da PRF apontam que só este mês, 1.425 condutores foram flagrados trafegando em alta velocidade nas rodovias federais. Já de janeiro até ontem, foram 3.449 autuações por excesso de velocidade.

Sobre a reinstalação das lombadas e radares fixos, a Superintendência do Dnit na Paraíba informou, em reportagem ao CORREIO, que a previsão de implantação dos novos equipamentos será gradativa e deve ser concluída até julho deste ano. Ao todo, foram retirados 71 pontos. Contudo, as áreas de ‘vigilância’ para coibir o excesso de velocidade irão aumentar para 186 locais.

Álcool e direção. A última pesquisa do sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), elaborada pelo Ministério da Saúde, apontou que 5,2% das pessoas (maiores de 18 anos) em João Pessoa afirmaram que já conduziram veículos motorizados após ingerir qualquer quantidade de bebida alcoólica. Dados da Organização Mundial da Saúde estimam que, em 2018, cerca de 370 mil mortes decorrentes de acidentes de trânsito estavam relacionadas ao consumo de álcool e direção.

Para o presidente executivo do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), o psiquiatra Arthur Guerra, é necessário mais conscientização da população sobre os efeitos do álcool no organismo e os riscos assumidos ao dirigir um veículo automotor após ingerir qualquer quantidade de bebida alcoólica.

“A Lei Seca ainda pode ser melhor disseminada e fiscalizada. Somente assim se consolidará. Além disso, programas de prevenção são necessários para sensibilização e conscientização dos motoristas, assim como pesquisas científicas para avaliar o impacto de leis como essa no comportamento de beber e dirigir. Ainda, é importante lembrar que uma mudança de comportamento ocorre em longo prazo”, avalia o psiquiatra.

Por sua vez, a coordenadora do Cisa e especialista em Dependência Química, Erica Siu, lembra que os efeitos do álcool no organismo variam para cada indivíduo. Contudo, ela lembra que a ingestão de qualquer quantidade da substância, por mínima que seja, pode causar acidentes quando a pessoa assume a condução de um veículo. “Os efeitos do álcool variam se a pessoa estiver de estômago cheio ou vazio, e também de acordo com características individuais, como sexo (mulheres são mais suscetíveis), idade e condição de saúde”.

Ela explica ainda que, além de prejudicar funções indispensáveis à segurança ao volante, como a visão e os reflexos, o álcool diminui também a capacidade de discernimento e, em geral, é associado a outros comportamentos de alto risco, como excesso de velocidade e falta do uso de cinto de segurança.

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