sábado, 12 de junho de 2021

Policial
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Polícia registra 1,7 mil roubos de moto no primeiro semestre deste ano

Bárbara Wanderley / 29 de agosto de 2017
Foto: Assuero Lima
A cada duas horas uma motocicleta é roubada na Paraíba, segundo dados da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos. As motos correspondem a 70% dos veículos roubados, sendo os outros 30% veículos de quatro rodas.

De acordo com o delegado titular de Roubos e Furtos de Veículos, Getúlio Machado, a maior parte das motos são tomadas por assalto, muitas vezes em semáforos. “A pessoa para a moto e já encosta outra ao lado, com dois. O carona desce com uma arma e toma a moto. São ações muito rápidas”, contou.

À luz do dia. Foi o que aconteceu com a técnica de enfermagem Erika Cristina Matias, que foi assaltada quando chegava a sua residência no Alto do Mateus, no ano passado. O caso ocorreu por volta das 10h30. “Tinha saído para fazer um exame, não percebi ninguém me seguindo nem nada. Quando subi a rampa para entrar em casa chegaram dois caras de moto. Um ficou na moto e o outro desceu para me render com o revólver. Fiquei dizendo a ele que estava sem carteira, achei que ele queria a carteira, mas ele me mandou descer da moto e foi embora na moto, foi muito rápido”.

Erika contou que o assalto aconteceu em um sábado, e na segunda-feira a moto, que não tinha seguro ou qualquer dispositivo de rastreamento, foi recuperada pela polícia. “Tinham tirado o retrovisor e também tinha uma chave quebrada dentro da ignição, mas fora isso estava tudo OK”, afirmou.

Recuperadas. Das 1.705 motos roubadas no primeiro semestre, 1.100 foram recuperadas, o que equivale a 65%. Já em relação aos carros roubados, o índice de recuperação sobe para 92%. “Moto é mais difícil de recuperar porque tem menos peças identificáveis, só o motor e o chassi. Se a moto for desmontada fica difícil. Muitas vezes encontramos chassis enterrados”, afirmou o delegado Getúlio Machado.

Ele também disse que os modelos mais roubados são os mais populares e de baixa cilindrada, como 50, 125 e 150 cc. “Até porque é o que mais tem na cidade”, justificou. Ele explicou ainda que as ocorrências são registradas em diversos locais e horários, inclusive à luz do dia, mas são mais comuns em bairros de periferia e ruas com pouco movimento.

Não reagir

Se o assalto acontecer a principal dica do delegado é não reagir e entregar o veículo. Ele aconselha a instalação de rastreadores e alarmes tanto em motos quanto em carros. “Existem dispositivos que permitem rastrear o veículo, ou desligá-lo a distância. Em alguns casos a moto para de funcionar depois de percorrer uma certa distância. Isso facilita o trabalho da polícia e permite que seu veículo seja recuperado”.

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