segunda, 28 de setembro de 2020

Policial
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Polícia investiga morte da diretora da Cadeia de Ingá, mas ainda não divulga suspeitos

Fernanda Figueirêdo / 21 de outubro de 2015
Foto: Arquivo
A diretora da Cadeia Pública do Município de Ingá, Córdula Veloso Borges Neta, foi morta a tiros dentro do carro que dirigia, na manhã de ontem na BR-230, quando seguia para o trabalho. Quatro tiros atingiram a diretora. No veículo, estavam mais cinco pessoas, uma delas foi atingida no braço e socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Familiares disseram que ela não se queixava de ameaças ou de inimigos.

Testemunhas contaram que, após os disparos, o assassino fugiu do local e, mesmo ferida, Córdula ainda teve forças para estacionar o carro no acostamento da rodovia.

O proprietário do restaurante localizado nas proximidades disse que as pessoas que estavam com a diretora pediram socorro no estabelecimento: “Quando cheguei lá ela ainda estava respirando, pedindo socorro. Mas não resistiu por muito tempo”.

A Polícia Militar fez buscas na região, mas até o fechamento desta edição ninguém havia sido preso. Córdula trabalhava há dois anos como diretora da cadeia pública de Ingá. Segundo o delegado da cidade, Valdélio Lobo, a polícia civil está em diligências, ouvindo testemunhas e levantando informações sobre os prováveis suspeitos.

6h30 foi a hora da emboscada, que aconteceu na entrada da cidade de Juarez Távora, em frente ao “Restaurante do Gringo”.

Ocupava função perigosa 

Segundo o primo da vítima, Agnaldo Veloso, a família não tem conhecimento de possíveis inimigos da diretora. “Cordinha era muito querida, prestativa com todo mundo. Não imagino quem possa ter feito isso com ela. Apesar da profissão dela ser perigosa, ela nunca nos contou se recebia ameaças ou se estava com problemas”, disse.

O delegado Valdélio Lobo também não tinha informações sobre inimizades que Córdula tivesse. Ele disse que ouvirá as testemunhas do homicídio. “Ela vinha da fazenda dela, ia deixar o neto (um adolescente de 12 anos de idade) na escola e depois seguiria para a cadeia onde era diretora. Uma outra senhora, amiga da família, foi atingida no braço, mas passa bem. Ouviremos todos”, disse.

Estava armada. A arma de Córdula estava dentro da bolsa e não chegou a ser utilizada. A diretora não teve tempo de reagir. No veículo ainda estava uma faca no porta malas, além de objetos pessoais e dois celulares que serão periciados.

5 km é a distância da fazenda onde a vítima morava para o local do crime.

Leia mais no Jornal Correio da Paraíba.

 

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