terça, 15 de junho de 2021

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Polícia conclui inquérito e revela: mãe bebeu sangue do filho em ritual de magia negra

Giovannia Brito / 12 de novembro de 2015
Foto: Arquivo
A Polícia Civil de Sumé concluiu o inquérito do assassinato do menino Everton Siqueira, cinco anos de idade, morto no último mês de outubro, em um ritual de magia negra em Sumé do Cariri. No inquérito os delegados afirmaram que o sangue extraído do corpo da criança foi bebido pela mãe Laudenice dos Santos Siqueira, 22, o padrasto Joaquim dos Santos, 31, o ex-presidiário Denivaldo dos Santos, 37, e o suposto pai de santo, Wellington Soares Nogueira,41.

O delegado Yuri Givago informou que durante o período de investigação, os policiais fizeram uma varredura pelos locais, terreiros e centros de umbanda indicados por Wellington e os demais, para onde o sangue do menino teria sido levado. Inicialmente eles envolveram mais três pessoas que têm terreiros, sendo dois em Sumé e um em Caruaru. “Eles foram visitados colheram depoimentos, fizeram varreduras, procuraram provas e nada foi constatado. O que ocorreu de fato, é que os quatro tentaram despistar os policiais, houve uma armação, colocando todos para andar”, disse, acrescentando, que “chegamos a conclusão eles mentiram ao dizer que teria levado para algum centro de ritual. Além disso, as bacias encontradas nas casas dos envolvidos, também não tinham vestígios de sangue, como nos antecipou a perícia responsável pelo laudo”, explicou.

O delegado regional João Joaldo disse ainda que os depoimentos colhidos e com parte da investigação foi possível concluir que eles beberam o sangue. “O Denivaldo contou que o padrasto ao sangrar a criança, já aparou o sangue. E pelo que nós conseguimos obter, esse sangue foi bebido no local. A mãe de Everton relatou que Joaquim tinha uma ligação com uma entidade que pedia o sacrifício de crianças com a extração do sangue para ter proteção e poder”, destacou.

Joaquim dos Santos também vai responder pelo crime de falsidade ideológica. Juntos eles podem ser condenados a 50 anos de prisão. “Ele também já está sendo processado pelo homicídio do João batista Alves de Sousa, em uma cela do PB1, em João Pessoa”, disse o delegado Yuri Givago, informando que o inquérito foi remetido a promotoria da Comarca de Sumé.

O menino Everton foi assassinado na noite do domingo de 11 de outubro, ao ser levado pela mãe para o sítio Boqueirão de Sumé. Denivaldo segurou a criança e o padrasto o matou, fazendo inicialmente um corte do tórax até a virilha da criança. Em seguida, com Everton já agonizando, ele cortou o pescoço.

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