sábado, 20 de julho de 2019
Policial
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Polícia Civil repassa operação para PF por determinação da Justiça Federal

Ainoã Geminiano / 31 de maio de 2019
Foto: Assuero Lima
Por determinação da Justiça Federal, a Polícia Civil teve que repassar para a Polícia Federal a investigação sobre uma organização criminosa que usava João Pessoa como centro de distribuição de cargas de cigarro e bebidas contrabandeados, que eram levados para vários estados do Nordeste. O esquema foi descoberto há cerca de uma semana, quando as polícias Civil e Rodoviária Federal descobriram cinco galpões na Região Metropolitana da Capital, usados para armazenar milhares de caixas de cigarro e bebidas, servindo também de alojamento para operadores do esquema criminoso.

Após a operação prender sete pessoas, entre elas um homem apontado como gerente regional do esquema e seis operários, a investigação seguiu sendo feita pela Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos e Cargas (CRFVC). No dia da ação policial, foram identificados apenas os cinco galpões e os sete presos, mas havia informações de outros braços da quadrilha, responsáveis pela distribuição da mercadoria nos estados do Rio Grande do Norte e Ceará, além das pessoas que faziam o envio da mercadoria para os galpões de João Pessoa.

A descoberta apontava para a existência de um grande esquema criminoso de contrabando. Mas a Polícia Civil não pôde dar prosseguimento às investigações. “Até mesmo o material que coletamos para ser periciado, que atestaria se a mercadoria é falsificada ou original, o Instituto de Polícia Científica não pôde examinar. Tudo foi enviado para a Polícia Federal”, explicou o delegado Joanes Oliveira.

Segundo o delegado, os veículos apreendidos ainda estão sob a guarda da Polícia Civil e a mercadoria encontrada nos galpões está sob os cuidados da Secretaria de Receita Estadual. A reportagem procurou a Polícia Federal, mas não conseguiu contato com a assessoria até o fechamento desta edição.

"Nós identificamos os donos dos caminhões apreendidos, usados para transportar a carga, identificamos as pessoas que alugaram os galpões, os donos dos galpões e outras informações que não podemos revelar. Mas agora temos que repassar tudo para a Polícia Federal e eles é que vão investigar o que falta, porque a Justiça entendeu que deveria ser assim” falou delegado da Polícia Civil, Joanes Oliveira.

 

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