quarta, 18 de outubro de 2017
Policial
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Paraíba é o 3º Estado do País em apreensão de armas

Bruna Vieira / 21 de abril de 2017
Foto: Divulgação
Em média 9,5 armas são apreendidas por dia na Paraíba, o que coloca o Estado como o 3º do Brasil em maior número de apreensões, segundo a Polícia Militar. No primeiro trimestre deste ano, 899 armamentos foram retirados de circulação somente pela PM. João Pessoa e Campina Grande concentram os maiores índices. Para a PM, a criminalidade muda de lugar e se aprimora para evitar perder seu arsenal.

Segundo a PM, as apreensões ocorrem em mais da metade das cidades paraibanas, porém, a maior concentração em João Pessoa e Campina Grande, por terem mais bairros e comunidades, com problemas sociais que condicionam a violência. Na capital, no ano passado, despontavam Cruz das Armas, Alto do Mateus e bairro dos Novais. Em janeiro deste ano, passou para o Cristo Redentor e Rangel. Já em março, houve mais ocorrências em Mangabeira. A variação se dá pela descentralização dinâmica da criminalidade que migra após as ações pontuais da polícia.

O controle das armas é realizado pelo Exército e a perícia das armas pela Polícia Civil. A PM relata que há casos de criminosos que têm como alvo profissionais de segurança, para roubar suas armas. “Já aconteceram casos de armas apreendidas pertencerem a órgãos de segurança (públicos e privados) de vários Estados por terem sido roubadas/furtadas, como também em alguns casos de ações contra Correios e outras repartições terem como alvo os vigilantes destes locais, para levarem as armas, mas, não há um controle nosso específico, já que pelo Estatuto deve ser comunicado à polícia federal no caso das empresas privadas”, informou a coordenadoria de comunicação social da PM.

20 milhões ilegais. O major Pablo Cunha, especialista em armas de fogo apontou que há cerca de 20 milhões de armas ilegais no Brasil. , disse.

O oficial, que também é professor de tiro, escreveu o livro “Aspectos legais e conflitantes do desarmamento: mitos e verdades”. “Fizemos uma pesquisa no Brasil e no mundo, com dados oficiais do Ministério da Justiça e Saúde e dos registros de armas expedidas para o cidadão de bem. Não há relação com a diminuição ou aumento do crime. O problema está na ilegalidade. Temos 500 atletas de tiro e não houve nenhum incidente com crianças em casa, porque há treinamento e orientação”, destacou o major.

Reaproveitadas. A arma apreendida com os bandidos agora pode auxiliar o trabalho da polícia. “Depois de apreendidas seguem para a Justiça e depois para destruição no Exército. Ou caso haja interesse das instituições, sejam aproveitadas para a polícia. No 10º Batalhão, que comando em Esperança, apreendemos fuzis de alto poder e estamos recebendo para combater o crime. As mais comuns na Paraíba são revólveres, de fabricação da década de 1970 e 1980, muitas artesanais. Desarticulamos muitas fabriquetas. Há incidências de pistolas também e no ano passado, muitos fuzis usados em explosões bancárias”, revelou o comandante Pablo.

Para o major, a gratificação aos policiais pelas apreensões contribui para os índices elevados. “O decreto veio com o programa Paraíba Unida pela Paz, estimulando os policiais. O bônus é de R$ 300,00 (calibre 38), R$ 800,00 (de uso restrito) e R$ 1.500,00 (fuzil). Houve queda na quantidade no ano passado, mas, isso é bom, porque mostra que estamos conseguindo fazer a redução, mas, há ainda muita arma ilegal. O criminoso tem mais precaução devido ao trabalho da polícia. temos dificuldade porque a lei penal não favorece. Às vezes prendemos e três dias depois, a pessoa é solta pela audiência de custódia”, explicou.

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