segunda, 23 de abril de 2018
Policial
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Operação ‘Parcela Débito’ instaura 200 ações de peculato, em João Pessoa

Adriana Rodrigues / 14 de setembro de 2017
Foto: Divulgação
O promotor de Justiça, Octávio Paulo Neto, coordenador do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba (MPPB), vai propor mais de 200 ações por peculato contra envolvidos nos desvios de recursos do Instituto de Previdência do Município de João Pessoa (IPM-JP).

A decisão é resultado das investigações da operação Parcela Débito, que descobriu um esquema criminoso acusado de desviar mais de R$ 25 milhões dos cofres públicos da Capital, entre 2012 a 2017. As pessoas que serão alvos dessas ações, conforme revelou o coordenador do Gaeco, receberam ordens de créditos financeiros do IMPJP de forma ilícita e agora terão que responder na esfera judicial pelos desvios de recursos.

O esquema foi descoberto depois que a Controladoria Geral do Município de João Pessoa (CGM) realizou uma varredura nas contas do IPM-JP, por meio de auditorias, e detectou irregularidades. Ao todo, 20 pessoas tiveram a prisão preventiva decretada pelo juiz Rodrigo Marques Silva Lima, titular da 6ª Vara Criminal de João Pessoa, que está responsável pela parte judicial da operação Parcela Débito, desencadeada no dia 24 de agosto.

Todos os acusados de participação na organização criminosa tiveram a prisão convertida em outras sanções, com o objetivo de minimizar o número de recursos na esfera judicial. Segundo o Gaeco, a organização criminosa concedia gratificações irregulares para aposentados da prefeitura, mas os valores eram desviados para contas da quadrilha. Os suspeitos também mantinham irregularmente pensionistas e servidores fantasmas na folha de pagamento para ficar com as aposentadorias e salários que não deveriam ter sido concedidos. De acordo com Otávio Paulo Neto foi feito um rastreamento das contas nas quais o dinheiro desviado era depositado.

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