domingo, 15 de setembro de 2019
Policial
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Objetos de Vivianny são achados perto de corpo queimado

Rammom Monte com Ainoã Geminiano / 07 de novembro de 2016
Foto: Arquivo da família
Um corpo foi encontrado queimado na tarde desta segunda-feira (7) em um matagal entre as cidades de Bayeux e Santa Rita. De acordo com o delegado Reinaldo Nóbrega, da Delegacia de Homícidios, ao lado do corpo foram encontrados um cartão de crédito e uma sandália que pertenceriam a Vivianny Crisley Viana Salvino, 29 anos, desaparecida desde o dia 20 de outubro, após sair de uma casa de shows no bairro dos Bancários, em João Pessoa. A polícia ainda não confirma que o corpo é mesmo da vendedora.

“Tudo indica que sim (ser o corpo de Vivianny), não posso dar 100% de certeza porque quem vai dizer é a perícia. Foi encontrado o cartão de crédito e a sandália que ela estava usando no dia do desaparecimento. A roupa estava queimada, mas a sandália tudo indica que era dela também”, afirmou o delegado.

O estado de decomposição em que o corpo estava impediu que o Instituto de Polícia Científica (IPC) fizesse o reconhecimento de Vivianny através do contato visual de algum familiar. Segundo a diretora em exercício, Gabriela Nóbrega, o reconhecimento oficial só será possível através de exame de DNA óssea. Também não é possível ainda precisar há quantos dias a vendedora foi assassinada. "Foi feito coleta de larvas que estavam no corpo. Através delas faremos um exame entomológico, que nos dirá a quanto tempo a vítima foi morta ou há quanto tempo o corpo foi depositado naquele local", explicou.

"Exames de DNA e entomológico poderão levar 30 dias para ser concluídos. Enquanto isso, o corpo não pode ser liberado para a família, embora existam os indícios do celular e da sandália", Gabriela Nóbrega - diretora em exercício do IPC.

Vivianny foi vista pela última vez no dia 20 de outubro, após sair de uma casa de shows no bairro dos Bancários, em João Pessoa. A Polícia Civil já tem imagens de câmeras de segurança, que mostram os últimos momentos da jovem ao lado de um homem, mas os delegados que investigam o caso tratam o vídeo como "inconclusivo”.

Roseane Viegas, prima da vendedora, falou que ela saiu de casa acompanhada de uma amiga dizendo que iria para um aniversário, que seria comemorado em um bar. “Essa amiga falou que em uma determinada hora chamou Vivianny para ir embora, mas ela ficou com um grupo de pessoas desconhecidas”, disse, informando que a jovem teria voltado a morar em João Pessoa há três meses, depois de pedir demissão do trabalho em Natal, no Rio Grande do Norte.

A família começou a desconfiar do desaparecimento da jovem depois dela passar 24 horas sem dar notícias. Parentes comentaram que Vivianny não tinha inimigos e sempre avisava aos familiares quando saía. “A sexta passou e ela não deu notícia. Vivianny é muito ligada à filha de oito meses e quando demora, sempre liga para saber notícia da criança. Achamos estranho e fomos atrás dela”, comentou a prima.




 

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