quinta, 06 de maio de 2021

Policial
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Morte do agente Diogo Nascimento completa dois anos

Halan Azevedo / 22 de janeiro de 2019
Foto: Reprodução
Há dois anos, completados ontem, dia 21, a Paraíba parava para acompanhar uma das tragédias que marcaram 2017: o caso do agente de trânsito Diogo Nascimento, 34 anos, que morreu horas após ser atropelado, durante uma biltz da operação Lei Seca, por um veículo Porsche dirigido por Rodolpho Carlos Gonçalves da Silva, réu pelo crime e que responde ao processo em liberdade.

No dia do crime, Diogo participava de uma blitz na Avenida Argemiro de Figueiredo, no bairro do Bessa, em João Pessoa, quando fez sinal para que um veículo parasse. O carro era dirigido por Rodolpho Carlos, que não obedeceu ao agente, acelerou o porsche e atropelou o agente, fugindo em alta velocidade sem prestar socorro.

Diogo Nascimento foi socorrido para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, onde ficou internado em estado grave na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) com politraumatismo. No dia seguinte, 22 de janeiro, o agente não resistiu aos ferimentos e foi declarado morto pela unidade hospitalar.

No mesmo dia, a polícia conseguiu identificar o endereço e a identidade do proprietário do veículo a partir da placa do carro, que ficou caída no local do acidente. Porém, Rodolpho Carlos não foi encontrado e passou a ser considerado foragido e ter um mandado de prisão preventiva aberto. Ainda no domingo, o acusado foi beneficiado com um habeas corpus concedido pelo desembargador Joás de Brito.

Na segunda-feira , dia 23, o então superintendente da Polícia Civil na Região Metropolitana de João Pessoa, delegado Marcos Paulo, afirmou que Rodolpho Carlos havia sido indiciado por homicídio doloso qualificado.

Rodolpho se apresentou a Polícia Civil na terça-feira, dia 24, para prestar depoimento, mas preferiu se calar. Na saída da delegacia ele foi chamado de assassino. No dia 26 de janeiro, um novo pedido de prisão foi expedido contra Rodolpho e no dia 31 o crime foi reconstituído.

Já no dia 7 de fevereiro, a Justiça acatou denúncia do Ministério Público da Paraíba (MPPB) e tornou Rodolpho Carlos réu na morte do agente Diogo Nascimento. No dia 14 de março, um laudo pericial apontou que Rodolpho poderia ter evitado o acidente, dando mais indícios de que ele cometeu o crime intencionalmente.

Prisão no PB-1



No dia 24 de abril, Rodolpho foi preso, após determinação judicial, e levado para a carceragem da Central de Polícia Civil. Posteriormente, ele foi encaminhado ao presídio PB-1, onde permaneceu até o dia 11 de maio, quando foi solto após um novo habeas corpus.

Durante a estada no presídio, Rodolpho permaneceu isolado dos outros presos por um período de dez dias e chegou ficar em celas sem energia elétrica, televisão ou ventiladores.

Ainda em 2017, no dia 18 de dezembro Rodolpho foi levado para interrogatório no Fórum Criminal Ministro Oswaldo Trigueiro de Albuquerque Mello, mas voltou a se negar a falar sobre o caso.

Processo está parado há mais de um mês



Atualmente, o processo contra Rodolpho Carlos segue em tramitação, em 2º grau, no Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), mas por conta do recesso judicial não houve movimentação processual desde o dia 19 de dezembro de 2018.

A equipe de reportagem tentou contato com familiares de Diogo Nascimento para saber como eles são dois anos após o crime e como encaram a demora para o julgamento do réu, mas as ligações não foram atendidas.

O advogado de Rodolpho Carlos, José Ideltônio Moreira Júnior, contou que o processo se aproxima da fase final e que confia que no judiciário paraibano. “A gente está aguardando os prazos legais e todo o tramite processual para que a gente possa apresentar as defesas finais, confiando sempre no judiciário. Mas, ainda não podemos precisar quando isso irá ocorrer”, disse o advogado.

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