sábado, 05 de dezembro de 2020

Policial
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Moradores de bairros nobres que viajam para o Litoral sofrem com medo de roubos

Katiana Ramos e Renata Fabrícia / 22 de dezembro de 2017
Foto: Antônio Ronaldo
Viajar por alguns dias para o Litoral ou até mesmo sair de casa sem ter a certeza de que quando voltar o imóvel estará intacto. Esta é a realidade de muitos moradores de diversos bairros de Campina Grande que se sentem apreensivos de ter a residência violada por bandidos. Apesar de não divulgar números sobre esse tipo de ocorrência, a Polícia Civil afirma que esse tipo de crime aumenta nessa época do ano e promete reforçar operações para combater os delitos.

“Sempre nesse período é intensificado o trabalho integrado entre as Polícias Civil e Militar porque há uma intensificação maior desse tipo de crime, principalmente nos bairros onde a população tem melhor poder aquisitivo, como Alto Branco, Catolé e Bodocongó”, disse o delegado titular da Delegacia de Roubos e Furtos da cidade, Cristiano Santana. Segundo ele, não há dia, nem horário certo para os bandidos atacarem. O que basta é a oportunidade para entrar no imóvel escolhido.

Ainda de acordo com Cristiano Santana muitos moradores têm feito uma espécie de rodízio com os vizinhos para tentar proteger as residências. “As pessoas instalam cerca elétrica, sistema de alarme. A gente observa ainda que muitos quando vão viajar, mantém contato com a própria vizinhança para que observe movimentação estranha no entorno da casa. Já atendemos pessoas que fizeram isso”, complementou.

Arrombamento

A aposentada Aristana Brito, que mora no Catolé, teve a casa arrombada há dois anos e até os presentes de Natal que ela ganhou na noite anterior ao crime foram levados pelo bandido (ou bandidos). Segundo ela, o criminoso teve acesso ao interior da casa por meio de uma janela e levou roupas, joias, perfumes e alguns presentes. “Já haviam entrado na casa outras vezes por causa dos pés de manga e goiaba que tinha em uma parte da frente da casa, mas era coisa de ‘roubar fruta’ somente. O roubo dentro de casa foi um susto maior, pois apesar de outras casas já terem sido invadidas na mesma rua, a gente nunca acha que vai acontecer com a gente. Foi aí que decidimos colocar grades nas janelas para reforçar a segurança, já que se trata de uma casa grande”, contou o neto da idosa, Heslly Honorato.

Segurança privada

Enquanto a população espera o reforço da polícia, uma medida alternativa que tem crescido é a contratação de serviços de segurança privada. Nas empresas de segurança consultadas pela reportagem, os funcionários revelaram que a procura pelos serviços aumentam nessa época do ano e, mais uma vez, os bairros de onde parte a maioria das solicitações são os da área nobre da cidade.

Os moradores chegam a investir, no mínimo, R$ 1.400 para instalar equipamentos de vigilância e arcam com uma mensalidade que pode custar de R$ 143 até R$ 170. “A procura por serviços de vigilância aumenta realmente nessa época do ano e o bairro que a gente tem percebido a maior procura e também situações de assalto e arrombamentos é o Catolé”, disse Artur Dumont, gerente administrativo da empresa Fortaleza Segurança Eletrônica. Ele disse ainda que há procura de clientes que moram na zona rural de Campina Grande e também em municípios vizinhos, como Queimadas, São Sebastião de Lagoa de Roça e Lagoa Seca.

Dicas de proteção

- Ao sair de casa, sempre verifique se as portas, janelas e portões estão fechados

- Antes de viajar, mantenha contato com vizinhos próximos e/ou com parentes

- Se for passar muitos dias fora, combine com um parente para que ele possa visitar a casa ou ficar esse tempo no local

- Se puder, instale cerca elétrica, alarme e câmeras de monitoramente e avise a empresa de segurança privada que a residência estará sem moradores em determinado período

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