domingo, 15 de setembro de 2019
Policial
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Mãe suspeita de abuso sexual de crianças é presa

Ainoã Geminiano / 28 de junho de 2019
Foto: Assuero Lima
A Polícia Civil ainda aguarda a prova técnica que possa confirmar o abuso sexual da menina de 6 anos, irmã de outras duas, de 9 e 13 anos, que estariam aliciadas pela própria mãe para prática de sexo com moradores do distrito de Cicerolândia, em Santa Rita, onde moram. Os exames feitos pelo Instituto de Polícia Científica (IPC), após a prisão da mãe, constataram abuso sexual nas meninas de 9 e 13 anos, mas não foi conclusivo para o possível abuso contra a mais nova.

O caso veio à tona na tarde da última quarta-feira (26), quando a Delegacia da Mulher de Santa Rita foi acionada pelo Conselho Tutelar, que já tinha muitas informações sobre o aliciamento das três meninas, dentro de casa e atribuído à mãe, Rosilda Maria da Silva, de 46 anos, que foi presa e autuada flagrante.

A primeira denúncia chegou ao Conselho Tutelar através de vizinhos de Rosilda que, há cerca de três meses tinha ido morar em Cicerolândia. Segundo uma moradora das proximidades, que não quis se identificar, o movimento de homens entrando e saindo da casa era diário e, após os supostos atos, as meninas contavam o que acontecia aos vizinhos.

A cena relatada pela moradora começou a provocar indignação na vizinhança, que tentou intervir na situação. Mas, de acordo com outro vizinho, Rosilda afirmou que estavam “se metendo na vida dela”.

Mas nem todos deixaram por isso mesmo e alguns moradores acionaram o Conselho Tutelar. “Quando os conselheiros nos procuraram, já trouxeram muitas informações sobre o caso. Já tinham o depoimento da filha mais velha e de um rapaz que a menina diz ser marido. Também já tinha ouvido alguns moradores, já tinham ido no local e identificado a casa”, disse a delegada Paula Monalisa Pinho Cabral, responsável pela autuação em flagrante da acusada.

A denúncia é que Rosilda recebia diariamente a visita de homens em sua casa e oferecia as filhas para prática de sexo, em troca de dinheiro ou objetos. Um dos relatos feitos no processo é de um homem, já de idade avançada, teria chegado à casa com uma TV, para trocar por sexo. Segundo a delegada, a própria adolescente de 13 anos, disse que não aceitou fazer sexo com ele, porque ele era “muito velho”. A mulher morava com quatro filhos, sendo três meninas de 6, 9 e 13 anos, além de um menino de 11 anos.

Presa, Rosilda foi levada para a Central de Polícia de João Pessoa. Já as meninas foram levadas para um abrigo, onde aguardam aguardam a decisão da Vara da Infância e Juventude para saber o destino delas após o caso.

Teria sofrido abortos. Em depoimento na Delegacia da Mulher, Rosilda Maria negou as acusações e disse que os homens que a vizinhança via entrando em sua casa, faziam apenas visitas para conversar.

“Ela negou ter recebido qualquer valor ou presente dessas pessoas. Mas a menina de 13 anos, contradisse a mãe, embora não tenha admitido que fazia programa sexual. Ela disse que saía com várias pessoas e que já teria sofrido quatro abortos espontâneos. Disse que a primeira relação sexual aconteceu quando tinha nove anos de idade e que, quando a mãe soube, não falou nada. Provavelmente aproveitou e passou a oferecer a filha, que já vinha nessa vida”, disse a delegada. No depoimento, a acusada negou os abortos da filha e disse que era imaginação da menina.

Outros investigados. A delegada responsável pelo caso disse que a investigação ouvirá os homens que teriam mantido relações com as meninas. “Primeiro vamos aguardar a conclusão das perícias, os depoimentos das meninas menores que deve ser feito por meio de psicólogos, no Conselho Tutelar. Depois vamos definir a sequência dos depoimentos e das diligências. Estamos diante de um caso de estupro de vulnerável, independente da participação da mãe”, explicou a delegada.

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