sábado, 08 de maio de 2021

Policial
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Mãe estupra próprio filho de quatro anos, filma e manda para namorado

Ricardo Júnior / 25 de julho de 2018
Foto: Reprodução
A população da cidade de Areia, no Brejo paraibano, distante 136 quilômetros de João Pessoa, foi abalada com a notícia de um crime de pedofilia, praticado por uma mulher de 19 anos, contra o próprio filho, de 4 anos de idade. A polícia investiga se o caso tem relação com alguma rede interestadual de pedofilia.

O caso se tornou público na última segunda-feira, quando começou a circular pelas redes sociais um vídeo gravado pela acusada. As imagens mostram a mulher praticando atos libidinosos com o filho, que na época tinha apenas 3 anos. O crime ocorreu há cerca de ano, mas o caso só foi denunciado agora, porque um morador reconheceu os envolvidos e comunicou o fato ao Conselho Tutelar da cidade.

A acusada, identificada como Fernanda Soares da Silva, foi presa e confessou o crime para a delegada Simone Rosemberg, alegando que fez o vídeo a pedido de um homem que conheceu na internet. Nessa terça-feira (26) à tarde, a Justiça decretou a prisão preventiva de Fernanda, que deverá permanecer detida até o julgamento. “Ela contou que, inicialmente, o homem pedia apenas vídeos íntimos dela. Depois, quando os dois já estavam envolvidos emocionalmente, perguntou se ela seria capaz de fazer tudo por ele. Foi quando o homem disse para ela: ‘faça com seu filho o que você gostaria de fazer comigo’. A mulher afirmou que era ele quem orientava os atos libidinosos a serem feitos. Ela mesma gravou o abuso sexual e enviou o vídeo para ele”, revelou a delegada. A polícia já tem a identificação do homem, que mora no estado de São Paulo, mas o nome não será divulgado, por enquanto, para não atrapalhar as investigações.

Ainda no depoimento, a acusada disse que foi vítima de chantagem, para gravar outras imagens. “Em outro momento ela disse que essa foi a única vez que abusou do filho, mas há suspeita de que não tenha sido um fato isolado, o que vamos investigar. Já o homem será investigado para apurar se ele está envolvido em uma rede de pedofilia”, destacou a delegada.

Fernanda não tinha passagem pela polícia e foi indiciada pelo crime de estupro de vulnerável, cuja pena varia de 8 a 15 anos de prisão. A criança foi levada para fazer exames no Instituto de Polícia Científica de Campina Grande (IPC/CG), embora o vídeo já seja uma prova válida da prática do crime, para a instrução do processo.

Casos

A Paraíba registrou 2.604 violações de direitos contra crianças e adolescentes no período de janeiro a maio deste ano, conforme dados da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano (SEDH). Deste total, foram contabilizados 452 casos de abuso sexual, o que corresponde a 17% das violações. Em todo o estado, Campina Grande foi a cidade que apresentou o maior número de violações de direitos contra crianças e adolescentes, com 359 ocorrências. Já Capital registrou 102 violações, ocupando o quarto lugar. Os dados, contudo, não retratam a realidade, uma vez que, por medo ou vergonha, são poucas as vítimas que denunciam.

 

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