domingo, 28 de fevereiro de 2021

Policial
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Laudo da perícia do Caso Luanna deve sair em 10 dias

Katiana Ramos / 03 de agosto de 2017
Foto: Rafael Passos
A reprodução simulada para apurar o assassinato de Luanna Alverga, de 20 anos, foi realizada nesta quarta-feira (2), em João Pessoa. A jovem foi morta com um tiro de espingarda, no dia 23 de julho, durante a festa de aniversário do namorado dela, Yuri Ramos Coutinho, que atirou contra ela. O laudo com o resultado da reconstituição do homicídio sairá em dez dias.

Na última terça-feira (2), o inquérito que apura a morte de Luanna Alverga foi entregue ao 2º Tribunal do Juri da Capital. O delegado responsável pelo caso, Joames Oliveira, reafirmou que a garota foi atingida pelas costas. “Ela estava de frente para ele (Yuri) e, no momento em que disse que ia ao banheiro, ela se virou e foi atingida por um tiro atrás da cabeça, próximo a orelha”, relatou.

O delegado disse ainda que os celulares de Luanna e de Yuri Ramos estão passando por perícia no Instituto de Polícia Científica (IPC). O rapaz, que está preso no Presídio do Róger desde o último dia 24, participou da reconstituição, que durou cerca de três horas. Os peritos do IPC utilizaram um scanner 3D no quarto da casa dos avós de Yuri Ramos, onde a garota morreu. A espingarda de onde partiu o disparo contra Luanna Alverga também foi utilizada na ação da polícia.

Os dois lados

O advogado de Yuri Ramos e da família de Luanna Alverga acompanharam a reconstituição do crime. A defesa do acusado reafirmou que a morte de Luanna ocorreu por acidente. “O tio dele disse que fez a limpeza da espingarda e colocou munição no equipamento. Mas, Yuri não sabia e quando foi manusear a arma houve esse resultado trágico”, disse.

Em contrapartida, o advogado da família da vítima, João Fidelis, acredita que ao manusear a arma o acusado sabia dos riscos que poderia causar a namorada. “Como existem relatos de que ele estava sob influência de álcool, no dia do crime, nós entendemos pelo menos que houve um dolo eventual, que ele assumiu o risco do resultado morte”, acrescentou João Fidelis.

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