quarta, 25 de novembro de 2020

Policial
Compartilhar:

Jovem com síndrome de Down é morto afogado pela própria mãe

Fernanda Figueirêdo / 05 de setembro de 2016
 

 

Um jovem de 21 anos, que tinha síndrome de down e paralisia cerebral, foi encontrado morto na manhã desse domingo (04) dentro da cisterna do sítio em que morava, na zona rural de Massaranduba, no Agreste paraibano. Segundo informações da Polícia Civil, a agricultora Ivonete Pereira da Silva, de 46 anos, confessou ter jogado o filho, Rodrigo Pereira Brito de Araújo, dentro do reservatório para que ele morresse afogado. Ela tentou se matar logo em seguida, mas foi resgatada por uma filha de 16 anos.

O crime aconteceu por volta de 5h30, no Sítio Canta Galo. Conforme relato da irmã da vítima e filha da suspeita, a adolescente acordou e não encontrou o irmão, que dormia em uma cama ao lado. Ao procurar pela mãe e pelo irmão, a adolescente encontrou o par de sandálias da mãe próximo à cisterna e, quando olhou para dentro do reservatório, achou o irmão e a mãe na água. O jovem foi retirado morto, mas a agricultora ainda estava viva e foi socorrida pelo Samu.

Ivonete foi encaminhada para um hospital, passou por procedimentos médicos e foi liberada. Por enquanto, ela ainda está no presídio feminino de Campina Grande. A audiência de custódia para decidir sobre como a justiça irá proceder diante do caso será realizada ainda hoje (05). Parentes da agricultora afirmaram que ela apresentava sinais de depressão desde que o marido morreu, em fevereiro deste ano.

De acordo com a delegada Maíra Roberta, que está investigando o caso, Ivonete estava abalada e disse que tentou apenas por fim ao sofrimento dela, mas que não podia deixar um filho deficiente sem mãe. “O rapaz tinha síndrome de Down e não andava, por isso morreu sem muitas chances de defesa. Era uma cisterna de abertura pequena. Ela jogou o filho e depois pulou. Ela disse que quando viu a agonia dele, se debatendo, se arrependeu e tentou salvá-lo, mas não conseguiu”, contou a delegada.

“Em depoimento, Ivonete contou que estava em depressão após ter perdido o marido, que era alcoólatra. Ela já estava se relacionando com outra pessoa, mas esse relacionamento tinha acabado há 15 dias. Ela estava chorando muito e disse que não tinha com quem deixar o filho, que a ideia era morrer os dois. Nos dias anteriores ao crime ela estava sempre chamando familiares para ir visitar o menino, um tio disse que ia só no fim de semana, e ela respondeu que poderia ser tarde”. Delegada Maíra Roberta.

Há menos de um mês, em Campina Grande, uma mãe também matou o filho. Sônia Paula Soares Marinho, de 39 anos, desferiu 50 facadas contra Kaio Márcio Soares Nóbrega Marinho, de 5 anos de idade. A criança era autista e teve seus órgãos genitais mutilados. A suspeita apresentada visível confusão mental e foi transferida do presídio feminino para o Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira, em João Pessoa, quatro dias após o crime.

 

Relacionadas