quinta, 27 de junho de 2019
Policial
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Homem é preso por porte se arma e pornografia infantil

Ainoã Geminiano / 24 de maio de 2019
Foto: DIVULGAÇÃO/PF
Era para ser apenas uma busca de material na casa de um suspeito, na cidade de Bananeiras, mas o investigado acabou preso, pois foi flagrado portando uma arma de fogo e muito material infantil pornográfico. A ação foi parte da Operação Nêmesis, deflagrada ontem pela Polícia Federal (PF), para combater os crimes de produção, armazenamento e distribuição de material pornográfico envolvendo crianças ou adolescentes. A operação cumpriu 28 mandados de busca e apreensão em oito Estados, incluindo a Paraíba, mas terminou com a prisão do suspeito paraibano, além da apreensão de material.

Essa foi a quarta vez, em 2019, que a PF realiza operação na Paraíba para combater a exploração sexual infantil, a segunda vez em uma ação que envolveu vários Estados. Em âmbito nacional, as investigações começaram em 2017, coordenadas pelo Ministério da Justiça e envolvendo também as policias civis dos Estados e resultaram em quatro fases de operação, batizada de “Luz da Infância”.

Na primeira fase, denominada “Luz da Infância 1”, realizada em outubro de 2017, 108 pessoas foram presas em todo o País. A segunda fase, “Luz da Infância 2”, considerada a maior operação contra pedofilia já feita no País, aconteceu em maio de 2018 e prendeu 251 pessoas nos 24 Estados. Em novembro do ano passado, a terceira fase prendeu 63 pessoas em 22 Estados. Em março deste ano, aconteceu a quarta fase da “Luz da Infância”, prendendo 141 pessoas em 26 Estados.

Nessa quinta-feira (23), a Paraíba voltou a figurar entre os Estados alvo de investigação, que dessa vez se restringiu a apenas 8 unidades da federação.

Até o fechamento desta edição, seis pessoas haviam sido presas. A determinação é que fosse preso em flagrante qualquer suspeito com o qual fosse encontrado material de pornografia infantil, assim como aconteceu em Bananeiras, onde o homem também tinha uma arma. Como costuma fazer, a PF não divulgou nome ou imagem do preso.

Penas chegam a 8 anos



As penas previstas para os crimes que estão sendo investigados pela PF variam de um a oito anos de prisão. Quem armazena material de pornografia infantil – pena de 1 a 4 anos de prisão; para quem compartilha imagens desse tipo a pena é de 3 a 6 anos; para quem produz esse tipo de material, a pena é de 4 a 8 anos.

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