sábado, 23 de janeiro de 2021

Policial
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Homem é preso em JP após operação da Polícia Federal de combate à pornografia infantil

Da redação com Portal Correio / 22 de novembro de 2016
Foto: Divulgação
A operação Darknet II, realizada pela Polícia Federal nesta terça-feira (22), acabou com um homem de 37 anos preso em João Pessoa. A prisão aconteceu em uma residência no bairro de Tambaú, na orla da Capital paraibana. Ele é suspeito de integrar uma rede de distribuição de pornografia infantil na chamada Deep Web. A operação foi desencadeada na Paraíba e em mais 15 estados.

O delegado regional executivo da Polícia Federal na Paraíba, José Olegário Nunes, falou ao Portal Correio que um mandado de busca e apreensão foi expedido pela Justiça Federal paraibana visando recolher material sobre a pornografia infantil, mas quando a equipe chegou encontrou arquivos em um computador.

“Os policiais encontraram no computador do investigado arquivos que configuraram o crime de pornografia. Por causa disso, ele foi preso em flagrante e o equipamento recolhido para análise. O PC será periciado para saber qual o caminho era dado ao material achado no computador”, explicou o delegado.

O homem será interrogado ainda nesta terça na Superintendência da Polícia Federal em Cabedelo e o delegado do caso vai analisar se o homem será levado para a audiência de custódia ou posto em liberdade mediante fiança. “Durante a oitiva, o delegado vai concluir qual ou quais tipo de crime o homem praticou. Se for um crime de até quatro anos de prisão, ele será solto mediante fiança, caso contrário, será levado para custódia”, falou o delegado José Olegário.

Entenda o caso

De acordo com a Polícia Federal, cerca de 300 policiais federais cumpriram 70 mandados de busca e apreensão e de prisão nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Maranhão, Pará e Amazonas.

A segunda fase da Operação Darknet investiga a participação de 67 pessoas na troca e na distribuição de fotos e vídeos com conteúdo pornográfico envolvendo crianças e adolescentes. Durante as investigações da Operação Darknet II, a Polícia Federal antecipou o cumprimento de 7 ordens judiciais para evitar o possível abuso sexual de crianças (Paraná, Distrito Federal e Rio de Janeiro).

Desde a primeira fase da Operação Darknet (2014), a Polícia Federal desenvolve metodologia de investigação e ferramentas para identificar usuários da Dark Web, considerado um meio seguro de divulgação de conteúdos variados de forma anônima. A arquitetura desse ambiente impossibilita a identificação do ponto de acesso (IP), ocultando o real usuário que acessa a rede. Poucas polícias no mundo obtiveram êxito em investigações na Dark Web, como o FBI, a Scotland Yard e a Polícia Federal Australiana.

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