sexta, 15 de janeiro de 2021

Policial
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Greve de policiais e agentes penitenciários leva comandante da PM a proteger divisa

Francisco Varela Neto / 22 de dezembro de 2017
Foto: Assuero Lima
A greve dos policiais e agentes penitenciários no Rio Grande do Norte (RN) esvaziou os caixas eletrônicos do estado vizinho à Paraíba e isso pode atrair o olhar dos bandidos que atuam por lá para cá. O receio de que esses criminosos migrem e aumentem o número de explosões a bancos e agentes bancários fez com que o comandante da Polícia Militar paraibana, coronel Euller Chaves, ordenasse a intensificação da segurança em 33 municípios vizinhos ao estado potiguar. Os policiais estão em greve por falta de pagamento do 13º salário.

“Nós já determinamos às equipes onde estão os 33 municípios que fazem divisa com o RN para avançem os efetivos em razão de outras possibilidades”, disse Euller em entrevista à rádio Correio 98 FM.

De acordo com o coronel Euller, não há dinheiro nos caixas eletrônicos do Rio Grande do Norte e a Paraíba pode ser alvo da ação de criminosos. “Não há dinheiro nos caixas eletrônicos daquele estado, mas aqui na Paraíba há”, explicou. Este ano, os bancos instalados na Paraíba já foram alvo de bandidos 73 vezes. Foram 53 explosões, 13 arrombamentos, cinco tentativas e dois assaltos.

Menos crimes

Euller Chaves também voltou a defender veementemente as atuações da PM no estado. Conforme o coronel, os números da segurança pública na Paraíba são bons, se comparados com os nacionais.

“Eu tenho que agradecer a cada policial militar que participou dessa construção de números positivos dentro de um cenário nacional onde a violência urbana tem perpetrado e a Paraíba vive realmente um bom momento”, disse Chaves.

Policial assaltado

O comandante da Polícia Militar também falou sobre o caso do oficial do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope) que foi assaltado nessa quinta-feira (21) na área entre Manaíra e o São José, em João Pessoa. Coronel Euller afirmou que as medidas tomadas para prender o suspeito do crime são as mesmas que quando um cidadão comum é vítima.

Os bandidos teriam saído de um matagal e o PM foi abordado quando passava de bicicleta pela área. O policial não pôde reagir e acabou rendido. Os criminosos roubaram a bicicleta e uma pistola do policial. Eles fugiram e até o fechamento desta matéria ainda não haviam sido presos. “Com certeza, nós atuamos da mesma forma com qualquer cidadão que é vítima. O fato de ser um oficial da polícia tem um significado porque é alguém que cuida da segurança de todos e levaram a arma dele. Hoje o cidadão de bem não anda armado porque ele tem vergonha de ser preso, mesmo sabendo que poderá pagar fiança”, falou.

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