terça, 25 de junho de 2019
Policial
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‘Cracolândia’, no Centro Histórico, sob vigilância constante da PM em João Pessoa

Beto Pessoa / Ainoã Geminiano / 02 de novembro de 2017
Foto: Nalva Figueiredo
O tráfico de drogas que, durante anos, desafiou as autoridades da segurança pública, parece estar chegando ao fim. A “cracolândia” de João Pessoa, que tinha como principal atividade a venda de drogas e funcionava entre as ruas Irineu Pinto e Duarte Lima, no Centro, a poucos metros do Comando Geral e do 1º Batalhão da PM, perto também da antiga Central de Polícia Civil e do Palácio do Governo.

Os moradores do local que não têm ligação com o tráfico dizem estar mais tranquilos. Segundo o capitão Alberto Senna, responsável pela base de polícia, o tráfico funcionava nas esquinas da “cracolândia”, onde as pessoas que passavam de carro faziam rápidas paradas e compravam a droga. Como acontece em todo local com atividade do tráfico, o local também era palco de muitos assassinatos. “Isso era uma grande preocupação para nós. Nossas guarnições faziam rondas no local e, quando davam as costas, acontecia um assassinato. Era desafiador. Mas já temos testemunho de um dos traficantes que prendemos esses dias, que o tráfico quebrou por lá, após a nossa chegada”, disse.

Em uma semana, os policiais que trabalham na base prenderam seis pessoas acusadas de tráfico, entre elas o Wescleiton Lourenço da Silva, de 29 anos, preso no final da tarde de ontem, que agenciava vários aviõezinhos para vender droga no local. “Abordamos uma menina que estava com drogas, na Rua da Areia e, ao interrogarmos, descobrimos que ela trabalhava para essa pessoa. Conseguimos localizá-lo e prendê-lo. Ele foi autuado em flagrante e, durante o interrogatório, confessou que o movimento do tráfico acabou na cracolândia”, acrescentou Senna.




Quatro guarnições, entre força tática, patrulhamento e policiamento físico, são responsáveis pela fiscalização na região, que já reduziu em 80% o número de ocorrências, destaca o sargento Moreira, da 5° Companhia do 1° Batalhão da Polícia Militar. “Este era o principal ponto de consumo e venda de crack do Centro. Aqui era local de distribuição de drogas. As pessoas eram verdadeiros ‘zumbis’. Desde que o posto chegou tudo isso mudou. Antes, quem circulava aqui era assaltado, agora tanto pedestres quanto carros circulam tranquilamente”, disse o sargento.

A Associação dos Inativos da Polícia Militar fica em frente ao que era conhecido como o ponto mais crítico da “cracolândia”, a Rua Olímpio Pessoa de Arruda. O presidente da entidade, o coronel Maquir Alves, também confirma a mudança ocorrida com a chegada do posto da polícia. Não há previsão de retirada do posto da Polícia Militar daquela área, que foi instalado após longo planejamento. “O setor de Inteligência utilizou drones e o helicóptero Acauã para fazer o mapeamento da região. Hoje praticamente não temos mais ocorrências, porque estamos com ações em todos os pontos críticos”, explicou o sargento Moreira

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