domingo, 09 de dezembro de 2018
Policial
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Caso Warley: Acusado nega versão de assalto e afirma que fez programa sexual

Ainoã Geminiano / 31 de janeiro de 2018
Foto: Rafael Passos
Independente de quem esteja falando a verdade nas versões que podem explicar o atentado sofrido pelo ex-jogador Warley Santos, que ganharam repercussão ao longo do dessa terça-feira (30), a Polícia Civil autuou em flagrante Victor Coelho, pelos crimes de roubo e tentativa de homicídio. Após ser preso, o acusado negou a tese de assalto apresentada por Warley, atual membro da diretoria do Botafogo-PB e disse à polícia que as facadas foram resultado de uma luta corporal, motivada pelo fato de Warley ter se recusado a pagar um programa sexual, acertado previamente, no valor de R$ 80.

Segundo o delegado Diego Garcia, que investiga o caso, as prováveis motivações não alteram os fatos ocorridos. “Ninguém tem o direito de subtrair bem de outro para resolver pedências econômicas sejam quais forem. Além disso, houve uma agressão intecional com arma branca. Warley caiu no chão e, deliberadamente, o suspeito o esfaqueou “, explicou. Por esse motivo, Victor foi autuado em flagrante e vai passar nesta quarta-feira (31) pela audiência de custódia.

Victor Coelho foi preso nessa terça-feira (30) pela manhã, em Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa, sendo localizado após a polícia rastrear o celular levado do ex-jogador no dia do crime, que ainda estava em poder do suspeito e também receber denúncias anônimas.

No depoimento, disse não houve assalto e sim uma reação ao não pagamento dos seus serviços sexuais que haviam sido prestados à vítima, contratiando a versão apresentada por Warley, que disse ter sido vítima de um assalto, após ser atendido em hospitais da Capital, no último final de semana.

Assalto negado

Em entrevista concedida ao programa Correio Verdade, da TV Correio, Victor negou que tenha praticado assalto e alegou que Warley teria contado essa versão para explicar o fato de ter contratado um programa com uma travesti. “Ele tinha que arrumar um pretexto, um motivo para o que aconteceu realmente. Uma coisa é assalto, outra coisa é você pedir o dinheiro e a pessoa não querer pagar. Quando você contrata qualquer tipo de um serviço, você tem que, no mínimo, adiantar uma metade”, disse.

O suspeito ainda acrescentou que não esfaqueou a vítima propositalmente. “Houve uma luta corporal ele foi atingido sem querer, os dois agarrados numa briga. Ele me deu pancadas, estou com minha perna roxa. Não foi eu que propositalmente fiz algo”.

Foco em comprovações

O delegado Diego Garcia disse que o trabalho agora se foca em comprovar a veracidade das duas versões. “Elas são conflitantes em alguns aspectos que serão objeto de investigação. As imagens que nós temos são que ele está fora do carro do Warley e, em seguida, volta. Nesse momento, segundo ele, há uma luta corporal”, disse o delegado Diego. Câmeras de segurança da área onde ocorreu o crime e relatos de testemunhas também são usados para esclarecer a investigação.

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