domingo, 17 de janeiro de 2021

Policial
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Bando assalta Caixa da UFCG à mão armada, em plena luz do dia, e faz reféns na fuga

Wênia Bandeira e Fernanda Figueirêdo / 30 de janeiro de 2018
Foto: CHICO MARTINS
O ‘novo cangaço’ ataca novamente em Campina Grande, Agreste paraibano. Dessa vez a ousadia dos criminosos resultou em um assalto à mão armada, em plena luz do dia, dentro de uma agência da Caixa Econômica Federal, localizada no Campus da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Esta foi a décima ocorrência contra agências bancárias na Paraíba este ano. Cerca de 10 homens, encapuzados e fortemente armados, conseguiram levar dinheiro dos caixas e até de clientes. Na fuga, duas pessoas foram feitas reféns. Vários disparos foram efetuados durante toda a ação, mas ninguém ficou ferido. A Polícia Federal (PF), que investiga o caso, informou que as imagens de câmeras de segurança do local já foram pegas com a empresa.

O prefeito universitário, Mário Araújo Neto, informou que após o ataque, a universidade pretende adotar novas medidas de segurança, como o controle de acesso de alunos, professores e visitantes à universidade. “Nós já vínhamos pensando nessa possibilidade, mas o custo é muito alto. Agora vamos pensar em uma forma de baratear a implantação desse sistema. A ideia é adotarmos catracas, cancelas e um sistema de câmeras de vigilância”, explicou Mário.

A aposentada Maria do Carmo Pereira estava no local para sacar seu benefício quando os bandidos invadiram a agência fazendo ameaças e mandando que todos os clientes se deitassem no chão. Segundo ela, a ação durou cerca de 20 minutos e o seu aparelho de telefone celular também foi roubado e poderá ser usado pela polícia para localizar os assaltantes.

“Quebraram tudo com tiro e disseram: ‘eu quero o gerente, se vocês não me derem conta do gerente eu vou matar todo mundo aqui dentro, aí eu comecei a tremer”, contou a aposentada. As portas de vidro já estavam estraçalhadas pelos disparos quando todos precisaram se deitar e um rapaz ficou ferido.

O representante de vendas, Artur Guedes, também relatou as ameaças. “Eles disseram que iam atirar em todo mundo se não desse o dinheiro. Já chegaram atirando, eu só fiz me jogar no chão porque se alguém fizesse alguma coisa era arriscado perder a vida”, acrescentou.

O gerente da agência e um dos seguranças foram levados como reféns na fuga. Eles libertaram os dois próximo à UFCG e levaram o colete à prova de balas e a arma do vigilante. Logo depois, um veículo da marca Classic de cor branca e um Cross Fox de cor preta foram abandonados na comunidade São Januário.

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