domingo, 15 de setembro de 2019
Policial
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Assaltos em paradas e nos ônibus causam medo em CG

Wênia Bandeira / 01 de maio de 2019
Foto: Chico Martins
Utilizar o transporte público em Campina Grande se transformou em momentos de medo. É o que dizem os usuários dos ônibus da cidade, que reclamam tanto de pontos onde esperam quanto do interior dos veículos.

A aposentada Elvira da Silva, 84 anos, falou que costuma sair de casa sem dinheiro e sem bolsa. “Eu não trago nada além do que vou precisar para resolver as coisas no Centro e, mesmo assim, fico sempre com medo, olhando para todos os lados”, contou, enquanto esperava o ônibus na Praça Clementino Procópio.

Ela explicou que só utiliza o transporte público por falta de condição de arcar com outros meios. “Eu já deixei de precisar pagar há um tempo, por isso eu uso. Se tivesse que pagar, viria de outras formas para cá. Eu estou sempre assustada com essa violência toda”, acrescentou.

O estudante Matheus Vasconcelos, 20 anos, disse que já anda com um dinheiro separado para entregar, caso algum assalto aconteça. Ele contou que não tem como se prevenir, mas tenta diminuir o problema.

“Eu deixo em um bolso algum dinheiro para entregar, porque se disser que não tem eles começam a ser violentos, partem para a agressão. Por isso, já tenho ‘o do ladrão’”, falou o estudante que esperava o ônibus na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

A Polícia Militar (PM) informou que tem conhecimento dos casos, mas que grande parte não é informado. Esta subnotificação dificulta a ação dos policiais, contudo não está impedindo que o trabalho seja feito, segundo informou o comandante do 10º Batalhão da PM, tenente coronel Francimar Vieira Lins.

“Nós fazemos essa segurança nos ônibus de maneira cotidiana. Na última terça-feira, por exemplo, tivermos a Operação Pôr do Sol, que incluímos as revistas nos ônibus e nos pontos dos corredores mais movimentados da cidade e dentro dos bairros. Na semana passada inclusive encontramos uma pessoa com arma de fogo dentro de um veículo”, declarou o comandante.

Segundo ele, é feita a revista dentro dos ônibus e as pessoas são convidadas a descer para que possam ser revistadas. O trabalho é realizado nos turnos da manhã e tarde, quando há mais movimentação.

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