quinta, 27 de junho de 2019
Policial
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Acusado de matar família brasileira na Espanha pode pegar prisão perpétua

Ainoã Geminiano / 24 de outubro de 2018
Foto: Reprodução
O Ministério Público e os assistentes de acusação vão pedir, no julgamento que começa nesta quarta-feira (24), na Espanha, que Patrick Gouveia Nogueira, de 21 anos, seja condenado à pena prisão perpétua revisável a cada 25 anos. Do outro lado, a defesa tentará provar que o réu tem problemas mentais que afetam suas tomadas de decisões e contribuem para acessos de ira. Patrick confessou ter matado e esquartejado o tio Marcos Nogueira, a tia Janaína Santos e os primos Carolina, de três anos e David, de um ano e meio. O crime aconteceu em Agosto de 2016, no povoado de Prioz, em Guadalajara (Espanha).

Recentemente, a defesa de Patrick contratou o neurologista espanhol Antonio Maldonado Suárez, para realização de exames de tomografia e radiografia, com autorização da Justiça. Os laudos apontaram anomalias no lado direito do lobo temporal que, segundo o neurologista, altera a avaliação correta das situações e dificulta respostas proporcionais aos fatos.

Defesa, acusação e mais 65 testemunhas vão definir o destinho de Patrick, no julgamento que começa nesta quarta-feira (24), com previsão para terminar na próxima quarta-feira (31). O primeiro dia vai ser reservado apenas ao depoimento de Patrick, que falará pela primeira vez em juízo. Durante a investigação, Patrick admitiu a preparação do crime e todos os fatos que foram descobertos pela polícia, dizendo não lembrar apenas de alguns detalhes.

Relembre o caso

No dia 17 de agosto de 2016, Patrick matou a facadas o tio Marcos e toda a família, como uma vingança pelo fato de ter sido deixado sozinho na cidade de Madrid. De acordo com a investigação, ao se mudar para a Espanha, Patrick foi acolhido na casa do tio, mas a convivência foi problemática, inclusive com queixas de assédio contra Janaína e atos violentos com os sobrinhos. Por conta disso, Marcos resolver se mudar para Pioz, sem dizer ao sobrinho para onde estava indo.

Após horas de carnificina, os corpos foram cortados em pedaços, colocados em sacos de lixo e enfileirados em um corredor da casa. A polícia espanhola só descobriu o crime um mês depois, quando os vizinhos começaram a sentir o odor da decomposição e perceberem que não havia mais movimento de moradores na casa. Ao entrar no local, os policiais se depararam com os corpos. Patrick já havia fugido para o Brasil, mas o rastreamento do GPS de seu celular o colocou na cena do crime durante cerca de 12 horas, o que deu início às investigações que o consideravam suspeito.

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