quinta, 15 de abril de 2021

Cidades
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Pelo menos 30 corpos são enterrados, todos os anos, sem reconhecimento

Katiana Ramos / 02 de maio de 2019
Foto: Nalva Figueiredo
Pelo menos 30 corpos são enterrados, todos os anos, em João Pessoa sem o reconhecimento formal dos parentes. Os casos são, em sua maioria, de pessoas vítimas de mortes violentas, que chegaram ao Instituto de Perícia Científica da Paraíba (IPC), na Capital, sem identificação e ainda os identificados, mas que não foram reclamados pelos familiares.

As informações são do próprio IPC. Na Capital, por exemplo, uma quadra do cemitério do Cristo Redentor, no bairro de mesmo nome, é destinada para o sepultamento, por parte do órgão, de pessoas nesta situação.

De acordo com a chefe de Medicina Legal do IPC, Christiane Helena, não há um tempo determinado para que os cadáveres aguardem por reconhecimento ou reclamação de parentes junto ao Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol). No entanto, ela afirmou que os corpos ficam, no mínimo, 90 dias. Porém, há casos em que os cadáveres ficam por até um ano. “Depois desse prazo de 90 dias, nós podemos enterrar. Mas, se o local onde eles ficam estiver livre, deixamos por mais tempo. Até pra ver se aparece algum familiar”, detalhou.

Ainda segundo Christiane Helena, há casos em que os corpos são enterrados sem identificação e em outras situações são identificados. Porém, a família não compareceu para retirar o cadáver e realizar o enterro. Nessa situação, o Numol tem autorização para enterrar o corpo e, após dois anos, fazer a exumação.

“Antes de enterrar o corpo, nós tiramos e guardamos uma amostra do DNA e as demais informações no nosso arquivo e fotografamos o corpo. Depois da exumação, também fazemos o mesmo procedimento. Tudo fica registrado”, explicou.

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