terça, 17 de outubro de 2017
Cidades
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Paraíba não secava assim há 18 anos

Ana Daniela Aragão / 22 de março de 2016
Foto: Assuero Lima
Para conscientizar sobre o recurso natural, o Governo do Estado abre hoje a programação da Semana de Mobilização em Defesa da Água.

Hoje é celebrado o Dia Internacional da Água, um recurso que fica mais escasso, a cada dia. No Estado, o volume atual da reserva hídrica é de apenas 14% da capacidade máxima total. A última vez que baixou a esse nível foi há 18 anos, na seca de 1998, que assolou o Nordeste, segundo o gerente-executivo de monitoramento e hidrometria da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado (Aesa), Alexandre Magno.

Alexandre Magno informou que o baixo volume atual aconteceu devido a dois fatores. “Primeiro, por causa dos anos consecutivos de estiagem e o aumento da demanda proporcional. Todo o Estado e todo o Nordeste foram preparados para receber o aporte da transposição, atrasado quatro anos. As bacias e os açudes não suportam mais ficar abastecendo tantas cidades”, disse.

Contaminação. De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa (Semam), as 19 principais bacias e microbacias da Capital, são poluídas diariamente pela população e grandes empresas privadas e estatais. “As empresas devem assumir a sua responsabilidade socioambiental, tratando adequadamente seus resíduos, para que não causem danos aos rios e mar. A população também pode auxiliar na fiscalização, denunciando os danos ambientais”, ressaltou a secretária da Semam, Daniella Bandeira.

A gestora destacou, ainda, que, nos últimos anos, a Semam tem realizado ações diárias no combate à poluição de rios e mananciais. “O assoreamento dos leitos dos rios e riachos, em decorrência do acúmulo de sedimentos, provocados por indústrias e pela falta de educação ambiental da população tem crescido de maneira desordenada. O dever de fiscalizar é responsabilidade de todos, seja na esfera municipal ou estatal”.

Principais problemas de mananciais  de JP

1. O lançamento de esgotamento sanitário (doméstico e industrial) não tratado diretamente em rios e riachos;

2. O assoreamento dos leitos dos rios e riachos, em decorrência do acúmulo de sedimentos, provocados pela falta de consciência, educação ambiental da população, crescimento do uso e ocupação do solo de maneira desordenada ou de difícil controle;

3. A supressão da vegetação das matas ciliares nas APPs, as quais têm papel fundamental na proteção e manutenção dos recursos hídricos.

Programação do Estado

Auditório do IFPB, em JP

8h- Solenidade de abertura e composição da mesa

8h20 – Apresentação do Coral da Empasa

8h40- Lançamento do Programa de Responsabilidade Social da Cagepa

9h – Exposição oral sobre a Campanha da Fraternidade 2016

9h20 – Apresentação “Águas da Paraíba”. (Seirhmact)

9h40 – Apresentação dos programas Água doce e Água para todos. (Seirhmact)

10h- Palestra Saneaneto Ambiental e Qualidade de água (professora Doura Cristina Crispim)

10h40- Encerramento

Leia mais no Jornal Correio da Paraíba.

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