terça, 13 de novembro de 2018
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Paraíba é o segundo estado do NE em solicitações de registros de patentes em 2017

Katiana Ramos / 27 de fevereiro de 2018
Foto: ASSUERO LIMA
A Paraíba é o segundo estado do Nordeste com o maior número de solicitações para registro de patentes em 2017 junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). Ao todo, foram 203 pedidos somente de projetos desenvolvidos por instituições de ensino superior no Estado.

Os produtos frutos de projetos do Instituto Federal de Educação da Paraíba (IFPB) somaram quase 10% das invenções a serem patenteadas. Entre as iniciativas está a criação de um dispositivo que auxilia na locomoção de pessoas com deficiência visual. A ‘bengala inteligente’ possui um software que se comunica, via sistema Bluetooth, com o celular do usuário.

“Nós já temos o protótipo da bengala eletrônica. A nossa ideia é que a pessoa com deficiência visual tenha mais independência no seu deslocamento. Mapeamos as salas do Instituto Federal e essas informações são conectadas ao dispositivo móvel, que com um aplicativo, informa os obstáculos e as barreiras existentes no ambiente para que a pessoa consiga se locomover com segurança. Já fizemos testes com os alunos e deu certo”, explicou um dos idealizadores do projeto, o professor Cleumar Moreira.

Outro projeto de destaque do professor é o ‘Bubu Digital’, que é uma chupeta com um sistema inteligente que transfere dados sobre a saúde do bebê para o smartphone, também por meio de conexão sem fio e com uso de aplicativo. O equipamento possui sensores capazes de identificar temperatura e umidade no corpo da criança. Esse projeto já venceu dois prêmios internacionais: o ‘Maker Project 2017’, promovido pelo Instituo de Engenheiros Elétricos e Eletrônicos (IEEE), em janeiro de 2018, e o ‘HackBrazil’, realizado pelo Instituto de Tecnologia do Massachussets (MIT), em parceria com a Universidade de Harvard (EUA), em 2017. Os participantes dos dois projetos, desenvolvidos no Campi do IFPB de João Pessoa, são alunos do curso de Engenharia Elétrica.

Entre os demais projetos com pedidos de patente desenvolvidos na instituição estão iniciativas ligadas à produção de softwares voltados para a área de computação, gestão e dispositivos para uso em equipamentos da indústria automotiva.

“Há muito pesquisador com ideia guardada passível de patente. Nosso plano é incentivar essas pessoas a iniciarem o processo de patenteamento”, disse o diretor de Inovação Tecnológica do IFPB, Maxwell Amaral.

Ele enfatizou ainda que é necessário que o trabalho preencha alguns pré-requisitos para que seja patenteável: ser uma ideia inovadora, ter utilidade e ser industrializável.

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