quarta, 14 de novembro de 2018
Paraíba
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Usuários de ônibus esperam no sol e sem proteção em João Pessoa

Aline Martins / 20 de outubro de 2018
Foto: Nalva Figueiredo
O gesseiro Vagner Sales Pereira, 31 anos, aguardava por mais de meia hora um ônibus com destino a principal avenida do bairro de Mangabeira, a Josefa Taveira, em João Pessoa. Uma espera castigante, pois na parada de ônibus onde estava, na Avenida Ranieri Mazilli, no Cristo Redentor, não possui abrigo e nem bancos para se sentar. Um problema comum em vários localidades na Capital paraibana. Além da falta de coberta, algumas que têm estão quebradas ou com tijolos improvisados servindo de assento.

Atrelado a isso, os passageiros ainda enfrentam essa situação em períodos quentes. Ontem, a temperatura máxima registrada pelo Climatempo para João Pessoa foi de 31ºC. Os dias estão mais quentes e com reduzida possibilidade de chuvas na área litorânea. Conforme a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob-JP) somente 41,94% paradas contam com abrigos.

Na Rua Napoleão Duran, no Cristo Redentor, a primeira parada próxima ao terminal final de ônibus está com a sinalização escondida por uma marquise de um estabelecimento comercial. Em torno de 200 metros depois, os moradores contam com um equipamento com abrigo, porém está danificada, pondo em risco a vida dos passageiros.

“Nós reclamamos, mas acho que eles não trabalham para atender a população porque não haveria parada de ônibus desse jeito. Aqui, logo cedo, vejo várias pessoas esperando em pé por mais de meia hora, principalmente muitos idosos”, comentou o aposentado João Fernandes de Souza, 69 anos.

Em outros locais é possível encontrar paradas sem abrigos onde as árvores e as portas de bares e restaurantes servem proteção do Sol ou da chuva como no Rangel e Jaguaribe, por exemplos. O gesseiro Vagner Sales Pereira lamentou a falta atenção com os usuários do transporte público. “Eu vejo mães com crianças no colo esperando em pé e no Sol porque se você se distanciar demais perde o ônibus porque eles passam direto se não der a mão”, reclamou, acrescentando que a única forma de se proteger é se esconder atrás dos postes de iluminação.

Na mesma principal do Cristo Redentor, os moradores colocaram tijolos para servir de assento. Já na Rua Quatorze de Julho a população preparou um banco de madeira para evitar que os passageiros esperem em pé.



Há 879 abrigos

De acordo o diretor de Planejamento da Semob-JP, José Augusto Morosine, atualmente a cidade conta com 2.096 pontos de parada, dos quais 879 com abrigo (41,94%). Ele explicou os critérios de um ponto de ônibus tenha coberta. “Para que uma parada tenha abrigo ela deve estar no sentido bairro/Centro, pois quem chega no bairro não espera, desembarca e vai ao destino, bem como que a calçada tenha a largura mínima de 2 metros para pode comportar o abrigo”, afirmou.

Já para se instalar uma parada, Augusto Morosine contou que depende da demanda de usuários do transporte coletivo. Além disso, informou que na Semob-JP há uma proposta de licitação para aquisição de mil abrigos novos, o que considera a quantidade suficiente para beneficiar locais que sem abrigos, assim como irão substituir aqueles danificados.

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