domingo, 15 de setembro de 2019
Paraíba
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Número de queimados aumenta durante mês de junho

Lucilene Meireles com assessoria / 25 de junho de 2019
Foto: Arquivo
A tradição dos festejos juninos não seria a mesma sem fogueiras e fogos de artifício, mas o que enche os olhos de beleza e alegra as noites ao longo do mês pode também ser a causa de acidentes graves e até mortes. Este ano, a Unidade de Tratamento de Queimados do Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena (HTSHL), em João Pessoa, atendeu 483 vítimas de vários tipos de queimaduras, dos quais 79 no mês de junho o que representa um aumento de 18% em relação ao mesmo período do ano passado quando foram atendidos 67 feridos. Somente neste final de semana, foram 13 entradas por queimaduras.

Entre os atendimentos por queimaduras registrados no dia 23, véspera de São João, estão o de uma criança de oito anos, cuja causa não foi especificada, e um adolescente de 15 anos que se queimou com fogos de artifício. Este ano, a campanha do Hospital de Trauma, que tem como slogan ‘Marcas que ficam para sempre’, chega ao 17º ano e alerta para a importância da prevenção de acidentes neste período.

O cirurgião plástico Saulo Montenegro, coordenador da UTQ, alerta que muitas pessoas feridas por queimaduras de fogos de artifício podem sofrer graves consequências, entre elas, sair do mercado de trabalho por causa de sequelas permanentes nas mãos ou perda de dedos, além de queimaduras graves.

“O melhor caminho é a prevenção, mas não devemos demonizar os fogos. Vale ressaltar que estes produtos devem respeitar a faixa etária recomendada pelo fabricante. Além disso, não se deve soltá-los perto de redes elétricas e de crianças, já que elas representam em torno de 40% das entradas de vítimas de fogos”, ressaltou.

Bombeiros atendem quase mil



Um balanço parcial divulgado ontem pelo Corpo de Bombeiros mostrou que foram feitos quase mil atendimentos, somente na região do 2º Comando, que abrange de Campina Grande até Guarabira, onde acontecem as principais festas juninas do Estado. Os dados são de zero hora da quinta-feira (20), feriado de Corpus Christi, até 5h de ontem. A atividade que mais demandou atendimentos foi vistoria em pontos de vendas irregular de fogos. O setor de estatística dos Bombeiros deve divulgar hoje os dados completos do Estado.

De acordo com a assessoria de comunicação do Corpo de Bombeiros, o planejamento de ação para o período junino deslocou a maior parte do efetivo para as regiões onde acontecem festas tradicionais de São João, como Bananeiras e o foco principal no São João de Campina Grande. A cidade de Patos não realizou festa este ano, mas houve programação em Sousa, que também demandou patrulhamento dos Bombeiros.

Na região do 2º Comando (Campina Grande a Guarabira) foram feitos 989 atendimentos, com destaque para 349 ações de fiscalização em locais denunciados por venda irregular de fotos de artifício, 50 atendimentos pré-hospitalares de pessoas que sofreram acidentes relacionados aos festejos juninos, a exemplo de queimaduras com fogos e quatro ações de combate a incêndios provocados por objetos relacionados à festa.

Os números de atendimentos feitos no Sertão e no Litoral ainda não tinham sido contabilizados, até o fechamento desta edição. Porém um dado preliminar mostra que, em João Pessoa, os Bombeiros fizeram apenas 10 fiscalizações de venda irregular de fogos, durante os quatro dias do feriadão Corpus Christi/São João. AG

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