terça, 16 de julho de 2019
Paraíba
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Mais cem venezuelanos devem chegar à Paraíba este ano

Katiana Ramos / 23 de fevereiro de 2019
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Até dezembro, a Paraíba deve receber, pelo menos, 100 pessoas vindas da Venezuela, segundo expectativa da Pastoral do Migrante no Estado. Os refugiados estão chegando ao Brasil em maior número desde 2018 principalmente em virtude da crise política, econômica e humanitária pela qual passa o país vizinho, que teve a fronteira com o Brasil fechada a mando do presidente Nicolás Maduro, na última quinta-feira, o que deve impulsionar a saída da população em direção ao Brasil. A Paraíba foi um dos estados brasileiros que se propôs a acolher os refugiados venezuelanos.

De acordo com a Pastoral do Migrante na Paraíba, são cerca de 250 venezuelanos morando no Estado desde julho do ano passado. O grupo mais recente, com 21 pessoas, chegou a Paraíba no dia 1º deste mês. São famílias inteiras, jovens sozinhos e idosos vivendo em duas casas de acolhimento, sendo uma em Jacumã, no município do Conde, e outra na Aldeia SOS, no bairro de Mangabeira, em João Pessoa.

“A medida que os que estão aqui vão se arrumando, conseguindo emprego e podendo viver com independência, nós vamos abrindo para outras pessoas”, explicou a assessora jurídica da Pastoral do Migrante na Paraíba, Maritza Ferretti.

Segundo ela, atualmente a casa de acolhimento localizada em Jacumã abriga 28 pessoas. Já na casa da Aldeia SOS são 65 refugiados. Todos venezuelanos. “Na medida do possível estamos conseguindo emprego e cursos de capacitação para eles, revalidando diplomas. Enfim, conseguindo inserção social para essas famílias viverem com dignidade”, comentou Maritza Ferretti. Ela destacou ainda que os paraibanos têm sido solidários com os refugiados.

Capacitação. Em parceria com órgãos estaduais, municipais, Pastoral do Migrante e outras entidades, o Ministério Público do Trabalho lançou um projeto que vai oferecer cursos de capacitação e promover a inserção dos imigrantes venezuelanos no mercado de trabalho. A previsão é que os primeiros cursos já sejam ofertados a partir do próximo mês.

Entre as medidas que se propõe no projeto está a oferta, gratuita, de cursos relacionados ao melhor aprimoramento do idioma português, assim como conhecimentos gerais sobre cidadania e história, cultura brasileira e paraibana como forma de proporcionar uma inserção mais completa na sociedade, além de capacitação profissional e sua colocação no mercado de trabalho.

Um levantamento detalhado dos venezuelanos que estão na Paraíba será feito para traçar um perfil profissional deles, como áreas de interesse, nível de escolaridade, formação, idade, entre outros dados. A partir disso, será formado um cadastro dos trabalhadores, que serão direcionados para os cursos mais adequados e com maior possibilidade de absorção pelo mercado local.

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