terça, 11 de dezembro de 2018
Paraíba
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Julgamento de acusada de mandar matar irmão é adiado

Portal Correio / 31 de agosto de 2018
Foto: Nalva Figueiredo
O julgamento de Maria Celeste de Medeiros Nascimento, acusada de ser a mentora do assassinato do próprio irmão, Marcos Antônio do Nascimento Filho, foi adiado para o dia 11 de outubro. A vítima foi morta em 2016, durante um assalto simulado à padaria da família, no bairro Jardim Luna, em João Pessoa.

As investigações da Polícia Civil apontaram que Maria Celeste encomendou o crime do irmão porque queria gerir sozinha os bens da família.

A data foi adiada porque o advogado da ré apresentou atestado médico. Ele alegou está com amidalite e não ter condições de conduzir a defesa de Maria Celeste. Com isso, o julgamento precisou ser remarcado.

Segundo apuração da TV Correio, é possível que nessa mesma data também sejam levados a júri as outras pessoas acusadas no caso. Tudo dependerá de avaliações pendentes de contestações de pronúncia realizadas pela defesa dos réus.

Relembre o caso. Maria Celeste foi denunciada à Justiça pelo Ministério Público do Estado da Paraíba com outras sete pessoas: Werlida Raynara da Silva, Severino Fernandes Ferreira, Nielson da Silva, Ricardo de Souza Ferreira, Jairo César Pereira, Robson de Lima Ramos e Walber do Nascimento Castro.

No plano que resultou na morte de Marcos Antônio, os executores seriam Nielson da Silva e Ricardo de Souza Ferreira, coordenados por Severino Fernandes Ferreira. A acusação relata que Maria Celeste procurou Walber do Nascimento Castro, sobrinho dela, para organizar a morte do irmão. Este, por sua vez, intermediou o contato da tia com Robson, que forneceu o contato de Severino. A outra denunciada é Werlinda, que mantinha um relacionamento amoroso com Maria Celeste, e, segundo o Ministério Público, sabia das intenções da companheira e estava disposta a produzir um retrato falado falso para a polícia.

Diante das provas apresentadas pelo Ministério Público, Maria Celeste foi processada por homicídio triplamente qualificado, roubo qualificado e falsificação de documento público.

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