sábado, 05 de dezembro de 2020

Paraíba
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Guerra dos 30 anos teve batalha na Paraíba

Adelson Barbosa dos Santos / 11 de fevereiro de 2018
Quando o padre alemão Martinho Lutero se posicionou contra práticas da Igreja Católica Romana que contradiziam a Bíblia, como o pagamento em dinheiro pela absolvição dos pecados - a chamada venda de indulgências-, não imaginou que fosse desencadear conflitos religiosos armados que dividiram a Europa a partir do século 16 e proporcionaram massacres de centenas de milhares de pessoas no Velho Continente nos anos seguidos, entrando pelo século 17.

Motivada por disputas religiosas entre católicos e protestantes, a Guerra dos 30 Anos, foi um daqueles conflitos. Teve reflexos no Nordeste brasileiro, na época sob forte influência dos holandeses, principalmente nas capitanias de Pernambuco e da Paraíba. Segundo estudiosos, a guerra teria marcado também a transição entre o Feudalismo e a Idade Moderna e se deu entre os anos de 1618 e 1648.

Um dos embates entre holandeses (protestantes) e luso-espanhois e brasileiros (católicos) teria ocorrido no Cabo Branco, na orla da Capital da Paraíba, conforme gravura da época, deixada pelo pintor holandês Frans Janszoon Post, contratado pelo conde Maurício de Nassau para acompanhá-lo nas suas batalhas pela conquista do Nordeste. Como protestante, Nassau tentou impor sua religião nas capitanias conquistadas, abolindo o catolicismo.

O ano de 2018 assinala os 400 anos do início e os 370 anos do fim da Guerra dos 30 Anos. “Foi um evento que começou como um conflito entre nobres católicos e protestantes no coração da Europa e, depois, converteu-se na primeira guerra verdadeiramente mundial da história”, disse o pesquisador e professor Marcílio Franca, do curso de Direito da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e professor visitante da Faculdade de Direito da Universidade de Turim (Itália).

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