domingo, 17 de janeiro de 2021

Paraíba
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Começam as obras da triplicação da BR-230

Bruna Vieira / 23 de março de 2017
Foto: Rafael Passos
As obras para ampliação da BR-230 já foram iniciadas, nesta quarta-feira (22), em Cabedelo. Serão quase R$ 350 milhões investidos na construção de 14 passarelas, 14 viadutos e alargamento de outros três, além da construção ou restauração das ruas que margeiam a pista e a adição de mais uma faixa do km 0 (Porto de Cabedelo) ao km 28,1 (Três Lagoas). Os únicos trechos que não terão uma nova faixa são do Hospital de Trauma até as alças da Avenida Beira Rio e no viaduto do Geisel, que já foi construído com a terceira via. Próximo à Avenida Tancredo Neves, a ponte no rio Jaguaribe será demolida.

Para reduzir os custos e os impactos causados por desapropriações, o Dnit só fará intervenções na área que compreende a Faixa de Domínio da União, que é variável conforme o trecho. O órgão informou que não haverá remoção de residências ou comércios. O órgão não informou a quantidade de imóveis afetados, mas, assegurou que apenas alguns muros de terrenos sofrerão intervenção. O único prédio com remoção total encontra-se nos primeiros quilômetros da BR-230, em Cabedelo e por isso, a obra começou a partir do km 4, enquanto uma firma terceirizada soluciona a questão.

A drenagem de águas pluviais e iluminação pública também serão melhoradas. Rainer Branco, engenheiro do Dnit, explicou as mudanças no trânsito durante a obra.

“O projeto prevê o acréscimo de uma faixa na rodovia principal. Vamos iniciar pela construção das ruas laterais para fazer o disciplinamento entre o tráfego rodoviário e urbano, para não misturar, do km 2 ao 17, o maior trecho. No restante, teremos, além da triplicação, a construção de agulhas, elementos que fazem os veículos saírem de um tipo de tráfego para outro. Depois que as ruas marginais estiverem prontas, vamos deslocar todo o tráfego para elas e liberar a rodovia para fazer a inclusão da terceira faixa”, afirmou.

Desapropriação

Para Rainer, a desapropriação é um problema pequeno em relação à dimensão da obra. “Se for levar em conta o tamanho do empreendimento, o aspecto de desapropriação é muito pequeno. Desenvolvemos o projeto na Faixa de Domínio da União para minimizar a interferência, que é variável. De Cabedelo até o km 17 (Hospital de Trauma) são 35m à direita e 20m à esquerda. Onde tem acesso (Intermares, Poço) são 25m. Às vezes tem interferência somente de um muro, outras há invasão de construção irregular dentro da Faixa. A exceção é um prédio no km 0, que será totalmente desapropriado”, declarou.

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