sábado, 16 de janeiro de 2021

Paraíba
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Adutora de engate rápido será instalada em Coremas-Mãe D’Água para amenizar crise hídrica

Renata Fabrício e Wênia Bandeira / 24 de fevereiro de 2017
Foto: Arquivo
Os caminhos para a chegada da água do Projeto de Integração do São Francisco devem ser encurtados para Campina Grande e as cidades abastecidas pelo Açude Epitácio Pessoa (Boqueirão). Nesta quinta-feira (23) o prefeito Romero se reuniu com integrantes da Secretaria de Obras e Planejamento para a formatação da proposta técnica que pretende construir uma adutora de engate rápido entre o açude de Poções, em Monteiro, e a calha do rio Paraíba.

O documento, formulado com o apoio de pesquisadores da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), deve explicar como será o funcionamento e a dinâmica da obra. Além disso, um plano de contingência também está sendo formulado para o caso de as águas do Projeto de Integração do São Francisco não chegarem à Paraíba no início de 2017, onde são solicitados mais poços, cisternas, carros-pipa e distribuição de água mineral.

De acordo com o secretário de Obras e Planejamento, André Agra, o projeto da adutora teria uma execução mais rápida porque não mexeria na estrutura da barragem. “Ao invés de fazer um engate rápido, a opção é deixar a água chegar à calha do rio para seguir seu curso até Boqueirão. Em Poções e Camalaú, se faria o desvio do rio e o engate só iria até a calha, passando de 50 quilômetros para apenas cinco e bem mais fácil de executar”, explicou.

Perfuração de poços. Dentro do plano de contingência emergencial, a prefeitura está solicitando também uma nova perfuratriz para acelerar o trabalho de perfuração de poços nas unidades de atendimento público, um trabalho que posteriormente poderá chegar aos bairros.

Segundo o secretário executivo de Serviços Urbanos, Josivaldo Salatiel, o trabalho de perfuração de poços poderá chegar aos bairros, assim que as demandas para unidades de serviço públicas forem concluídas. “A meta é perfurar um poço por dia. O trabalho começou. Estão sendo priorizadas unidades como escolas, creches, hospitais, unidades básicas de saúde da família. Não tem como prever quando chegarão aos bairros, mas assim que as demandas forem concluídas, isso deverá acontecer”, afirmou.

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