sábado, 05 de dezembro de 2020

Paraíba
Compartilhar:

Por que demora tanto para fazer uma identidade?

Rammom Monte / 03 de abril de 2017
Foto: Divulgação
A carteira de identidade é o documento que todo cidadão deve ter. Mas se é tão primordial assim, por que é tão difícil e demorado o processo para ter o RG em mãos? O chefe do Núcleo de Identificação Civil e Criminal do Instituto de Perícia Criminal (IPC) da Paraíba, Marcos Lacet Junior, explicou que alguns fatores fazem com que a espera seja um pouco maior do que deveria. Segundo ele, uma das explicações é a segurança. Outro, seria a falta de comprometimento de alguns cidadãos.

No quesito entrega, Marcos afirmou que o prazo é um pouco demorado por conta de um procedimento de segurança. Segundo ele, após recolhidas as impressões digitais, elas são confrontadas com as coletadas na ocasião da retirada da primeira via do documento. Ele afirma que isto previne fraudes.

“A gente vai confrontar as impressões com a da primeira via, para confrontar e não ter fraudes. Então é um documento com qualidade, por isto que as vezes demora.  Tem estado que não faz isto, já emite rapidamente, mas não tem a segurança devida”, explicou.

Outro problema enfrentado pela população é no momento de começar o procedimento. Antes, o requerente havia que enfrentar enormes filas para conseguir o atendimento. Hoje, com o agendamento virtual, já não há mais filas. Porém, também não há vagas. Segundo Marcos, isto é culpa de parte da população que, segundo ele, não exerce corretamente o seu papel de cidadania, já que por muitas vezes agenda o atendimento, mas não o cancela caso seja necessário, o que faz com que seja difícil conseguir uma vaga.

“Nos dois primeiros meses, o número de faltosos era grande. Então a gente começou agendar o mais próximo da data. No dia 15 de cada mês, a gente abre o agendamento para o mês seguinte. Hoje temos um percentual de 25% a 3%0 de faltosos, onde as pessoas agendam e não vão, mesmo o sistema avisando dois dias antes. A população poderia entrar e cancelar o agendamento, mas isto não é feito, todos os dias tenho pessoas que faltam”, lamentou.

Mas o que fazer caso não consiga um agendamento? Segundo Marcos, uma alternativa é procurar o coordenador de um dos Institutos de Perícia Científica localizados nas Casas da Cidadania espalhadas por toda a cidade e tentar um encaixe. De acordo com ele, como sempre há um grande número de faltosos, o coordenador pode resolver esta questão.

“Os coordenadores são liberados para fazer encaixes. O agendamento é para organizar, mas à medida que alguém falta, ele vai encaixando. O próprio cidadão pode se deslocar e procurar o coordenador do IPC”, afirmou.



Situações de urgência

Assim como a solicitação de passaportes, por exemplo, o procedimento para retirar a carteira de identidade, seja primeira ou segunda via, pode ser feito com certa urgência. Porém, para isto é necessário se comprovar a emergência. De acordo com Marcos, uma viagem ou um procedimento médico podem ser enquadrados como este status, porém uns terão prioridade em relação a outros, como ele mesmo explica.

“Viagem, cirurgias, a gente avalia cada caso Mas se for uma de financiamento bancário, por exemplo, eu tenho que atender, mas não vai ter aquela mesma urgência de um procedimento médico. Diariamente recebo pessoas pedindo urgências e vejo que tipo de urgência. Pessoas que estão acamadas, a gente faz o atendimento na casa ou hospital, por exemplo”, relatou.

Ao todo, o IPC agenda o atendimento para uma média de 17 mil pessoas por mês. Porém, sempre há faltosos. Por conta disto, Marcos faz um apelo para a população.

“É uma grande ajuda (desmarcar caso não possa ir). A gente sabe que muitos estão na correria, mas no mesmo lugar que eu posso agendar, eu posso cancelar. É fácil”, finalizou.

Relacionadas