quinta, 24 de janeiro de 2019
Cidades
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ONGs dão dignidade a bichos abandonados, oferecendo comida e tratamento

Katiana Ramos / 22 de julho de 2018
Foto: REPRODUÇÃO / WHATSAPP
O amor pelos animais e a vontade de ajudar os que estão em situação de risco, como os abandonados que vivem nas ruas, é a característica em comum de Fabíola, Magali e James. Em meio ao massacre de pelo menos 30 cães, no dia 6 de março, em Igaracy no Sertão paraibano, e tantas outras mortes de animais que acontecem diariamente em todo o País, Organizações Não-Governamentais (Ongs) e protetores tentam amenizar esse quadro e dedicam boa parte do tempo pela causa animal.

Fabíola Rezende fundou a Ong Ajude Anjos de Rua há dois anos e dedica pelo menos 12 horas diárias a resgates, buscas por cirurgias e lar temporário para cães e gatos. A paixão pelos bichinhos está na própria casa, onde ela abriga 18 pets, entre cães, gatos e até um hamster. Além deles, ela ainda mantém um abrigo com outros 74 animais.

“Sempre amei animais e minha decisão em fundar a Ong surgiu quando uma das minhas cachorras sumiu. Passei mais de um mês procurando e nunca encontrei. Mas, minha paixão por eles é tão forte que decidi dedicar minha vida pela causa. Hoje, meu maior sonho, é conseguir uma sede própria da Ong para instalar um abrigo. Enquanto isso a gente vai a luta, porque eu não desisto deles. São vidas criadas por Deus e precisam da nossa ajuda”, frisou a protetora.

A servidora pública Magali tem três gatos. Todos adotados, sendo um deles que nasceu com uma doença neurológica que o impossibilitou de se locomover. Mais que bichinhos de estimação, ela considera os pets companheiros para todos os momentos.

“O animal é uma vida e eu não entendo porque tem gente que parece que se esquece disso e maltrata, machuca. Eles são indefesos. Meus três gatos foram todos resgatados e esse último precisou de uma cadeirinha para viver melhor. O que eu puder fazer por eles, eu faço”, destacou Magali.

Devolvem esperança. Com um carinho especial pelos animais, o gráfico James Souza sempre ajudou Ongs e protetores independentes e há cinco anos, quando se deparou com a situação de um cão que não tinha os movimentos das patas traseiras, decidiu buscar uma forma de ajudá-lo. Foi quando ele aprendeu a confeccionar cadeirinhas de rodas adaptadas para pets. Desde então, são mais de 500 equipamentos fabricados e para ele a recompensa maior é devolver a alegria de volta aos bichinhos que antes não podiam se locomover.

“Quando você coloca o animal na cadeirinha e ele segue andando novamente parece que ele renasceu. Melhora 100% o psicológico do animal, porque eles ficam tristes quando adoecem. Então, para mim, é uma satisfação poder ajudar”, disse James Souza, que é proprietário da Cadeirinhas Pet, revelando ainda que sempre que possível faz doações do equipamento para Ongs e protetores de animais abandonados.

Municípios não controlam. A lei 13.456, de março de 2017, determina que os municípios do País criem medidas de controle a natalidade de cães e gatos, mas impede a eutanásia, mesmo com laudos técnicos comprovando doenças. Apesar das normas, sobretudo esta última, a maior parte dos municípios vai em desencontro com o que prevê a legislação.

Na Paraíba, somente João Pessoa possui o serviço de castração gratuita para cães e gatos.

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