terça, 16 de julho de 2019
Cidades
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Moradores reclamam de insegurança e lixo em casas abandonadas

Lucilene Meireles / 05 de julho de 2018
Foto: Nalva Figueredo
O perigo das casas abandonadas não está só na estrutura frágil, com risco de desmoronar. Os imóveis são usados como depósitos de lixo, atraindo insetos e roedores. Além disso, se tornam locais de fácil acesso para usuários de drogas que ameaçam a segurança de comerciantes e moradores. Em um deles, no bairro da Torre, em João Pessoa, um bando destruiu parte de uma parede, matou dois cães e levou nove computadores de clientes de uma loja de informática vizinha.

A loja assaltada pertence ao comerciante Mark Suel Linhares e fica na esquina das avenidas Nossa Senhora de Fátima e Rui Barbosa. Ele contou que foi vítima duas vezes. “Na primeira, arrombaram a parede e já estavam saindo com um saco cheio de notebooks. A sorte é que íamos chegando na hora e eu corri atrás. Acionamos a Polícia Militar e os ladrões foram presos”. Na segunda, levaram nove notebooks de clientes e mataram dois cães que ficavam na parte de trás, conforme o relato do comerciante.

Além de assaltar, os ‘invasores’ costumam passar o dia no semáforo, limpando para-brisas e, à noite, usam drogas no local. “Transformam num motel. Ficam no chão, sobre papelões, em meio a lixo e fezes”, relatou. Janelas, portas, pias e tudo que podia ser retirado foi levado pelo grupo. A casa ao lado, que também está desocupada, pertence à mesma proprietária e é tomada por gatos e lixo. A sujeira, de acordo com o comerciante, tem atraído ratos e baratas.

No mesmo bairro, na Avenida Marechal Deodoro, outro imóvel abandonado acumula lixo, mato e pode servir de esconderijo para criminosos e usuários de drogas. A casa, inclusive, fica próximo a duas escolas.

Na Rua Almeida Barreto, casa 641, próximo ao Mercado Central, o problema é semelhante. “A Polícia Militar faz rondas, mas a gente vê movimentação. Nunca tivemos problemas na loja, mas vive cheio de gente aí. O pessoal traz lixo de longe. Com certeza, é um ponto de drogas”, afirmou um comerciante que preferiu não se identificar. Já na Avenida Camilo de Holanda, no Centro da Capital, a casa de número 902 está desocupada. Parte do teto desmoronou, e o terreno foi tomado por lixo e mato.

A Secretaria de Desenvolvimento e Controle Urbano (Sedurb) prometeu iniciar uma fiscalização. Os responsáveis pelos imóveis abandonados serão identificados e terão entre 24h e 72h para resolver o problema. Caso contrário, será aplicada multa.

O diretor da Divisão de Controle e Postura e do Grupo de Remoção e Demolição (GRD), da Sedurb, Josevaldo Pereira da Silva, afirmou que a vistoria nesses imóveis foi iniciada. “Colocamos um aviso com um parecer da Sedurb e a orientação ao proprietário para murar a casa. Não pode abandonar e deixar tudo aberto. A fiscalização vai continuar. Vamos tentar identificar os proprietários e alertar quanto às providências que devem ser tomadas, como a retirada do lixo e entulhos. Se o problema não for resolvido, será aplicada a multa”, avisou.

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