terça, 16 de julho de 2019
Cidades
Compartilhar:

Moradores denunciam risco em açude da PB, mas Dnocs nega perigo

Amanda Gabriel / 20 de fevereiro de 2019
Foto: Reprodução/Instagram/José Maranhão
Profissionais do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) realizaram inspeções no Açude de Santa Luzia, Borborema paraibana, nessa segunda-feira (18), após moradores alertarem para o risco de rompimento do reservatório. A visita aconteceu a partir de solicitação feita pelo senador José Maranhão (MDB).

“Precisamos adotar como prática constante no Brasil a prevenção para evitar tantos acidentes. Os brasileiros já têm histórias dramáticas demais de perdas ambientais e humanas por falta de melhor atenção aos riscos”, justificou o parlamentar, em postagem no Instagram.

Apesar de as anomalias terem assustado a população, o gerente do Dnocs, Alberto Gomes, garante que não há risco de acidente no açude. Segundo ele, a análise técnica mostrou que os danos no reservatório são simples e não atingem elementos estruturais.

“São problemas naturais na placa de proteção do talude e um pequeno buraco, provavelmente causado por formigas, no coroamento do açude. As partes estruturais não estão atingidas e não existe perigo à população”, garantiu.

Ainda conforme Alberto Gomes, uma equipe irá – ainda esta semana – ao local para corrigir as anomalias. “Esse reparo inclusive já estava programado, pois fazemos fiscalizações anuais e essa demanda havia sido registrada. O recurso existe e uma licitação já determinou a empresa que realizará o serviço”, acrescentou o gerente do Dnocs.

Mesmo ao minimizar a situação, Alberto Gomes destacou a importância da participação popular na vigilância dos reservatórios do estado. “Antigamente, tínhamos a figura do zelador nos açudes. Hoje, isso não existe mais. Então é muito importante que os moradores fiquem atentos e informe ao Dnocs caso notem alguma alteração nos reservatórios”, elogiou.

O Açude de Santa Luzia tem capacidade para 11.960.250 m³, mas o último levantamento feito pela Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa) apontava que ele estava apenas 24,91% abastecido, com 2.978.931 m³ de volume.

Relacionadas