sábado, 16 de janeiro de 2021

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Monumento do Marco Zero de JP está abandonado

Beto Pessoa / 03 de fevereiro de 2018
Foto: NALVA FIGUEIREDO
Na Praça Dom Ulrico, no Centro de João Pessoa, está localizado um dos marcos geodésicos mais importantes da cidade, conhecido como Marco Zero. A região, que poderia estar sendo utilizada para atividades culturais e artísticas, tem várias partes depredadas e se transformou num grande estacionamento a céu aberto.

A pedra que caracteriza o marco zero, datada de 1922, está quebrada e quase não se consegue ler as informações contidas no monumento. O mesmo para a placa de sinalização turística daquela área, deteriorada pela ação de vândalos.

Já o pátio em frete a Catedral Basílica de Nossa Senhora das Neves se transformou em um grande estacionamento irregular, dificultando a circulação de pedestres e turistas, sobretudo aqueles que possuem alguma dificuldade de locomoção.

De acordo com o flanelinha João Antônio, que trabalha naquela região há mais de um ano, diariamente o fluxo de carros naquela área é grande. “Eles não encontram onde estacionar pelo Centro. Na região da Lagoa não dá mais para estacionar, então eles estacionam onde podem”.

Os próprios flanelinhas da região pintaram com cal o piso do pátio, demarcando a área de estacionamento dos veículos. O diretor de operações da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de João Pessoa (Semob), Maximiano Machado, disse que o estacionamento é ilegal e deve ser requalificado em 60 dias, quando deve ter encerrado o processo licitatório da Zona Azul.

“Estamos na fase final de análise das propostas das seis empresas interessadas. A Zona Azul irá regulamentar todos os estacionamentos do Centro. Será um sistema eletrônico, com melhor controle dos estacionamentos. Iremos fazer todas as intervenções quando o sistema for implantado, após a licitação”, disse o diretor de operações da Semob.

Sobre a deterioração do entorno do Marco Zero, a superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional da Paraíba (Iphan/PB), Carla Gisele, disse que aquela região faz parte do perímetro de proteção do órgão, mas a conservação e manutenção da área cabe ao proprietário da terra, no caso a Prefeitura de João Pessoa (PMJP), por estar localizada numa praça pública.

A superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep) informou que desde julho do ano passado foi aprovado um projeto de requalificação da Praça Dom Ulrico e seu entorno, obra que incluiria a restauração do Marco Zero.

A representante do Iphan/PB destacou ainda que a área da Praça Dom Ulrico poderia ser usada para fins culturais, como acontece no Marco Zero do Recife, por exemplo, desde que a autorização fosse expedida.

“Existe a possibilidade, é uma questão de interesse dos órgãos. Como é um bem tombado, ele precisa solicitar autorização ao Iphan para instalação provisória de palcos, por exemplo, quando será avaliado se aquilo danifica o patrimônio”.

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