sexta, 05 de março de 2021

Meio Ambiente
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Ribeirinhos temem enchentes no Rio Jaguaribe por causa do acúmulo de resíduos

Socorro e Silva / 05 de julho de 2017
Foto: ASSUERO LIMA
O trecho do rio Jaguaribe que margeia a Avenida Tancredo Neves, no bairro dos Ipês, em João Pessoa está entre um dos pontos do curso de água com maior poluição. Somente no mês passado, oito toneladas de lixo foram retiradas da água e da margem do rio nessa área. O medo de enchentes em decorrência do acúmulo de resíduos nas águas do Jaguaribe, reforçado pelo mau cheiro da água poluída e dos insetos atraídos pelas condições ambientais são as reclamações mais recorrentes dos moradores. Comente no fim da matéria.

Por já ter tido a casa invadida pelas águas, a dona de casa Maria de Lourdes de Sousa, que mora às margens do rio no trecho da Avenida Tancredo Neves, disse que quando chove a tensão toma conta de todos da casa. "A Prefeitura veio, tirou o lixo e graças a Deus não teve enchente, mas o fedor é insuportável, principalmente em dias de chuva", reclama. Ela mora na região do encontro do rio com o mangue.

A moradora se refere ao trabalho de remoção de lixo e entulhos feito nas três primeiras semanas de junho, no trecho do rio que passa pelo Bairro dos Ipês. A ação, capitaneada pela Defesa Civil Municipal com a equipe aquática da Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur), tem foco preventivo e visa coibir os efeitos das chuvas e evitar transtornos, como explica o coordenador do órgão, Noé Estrela."São ações integradas que compreendem desassoreamento de rios, capinação, roçagem, remoção de entulhos, demolição de residências, poda de árvores, limpeza de canaletas, loneamento de barreiras, desobstrução e recuperação de galerias pluviais e assistência social", diz.

Na comunidade São Rafael, a insegurança provocada pela cheia no rio Jaguaribe, devido às últimas chuvas que caíram na Capital, é o principal temor de moradores como o segurança Antônio Carlos. A casa dele foi construída literalmente na beira do rio e a família está apreensiva com o risco da terceira invasão de água porta adentro: foram duas no mês de maio. "A água chegou aqui na altura da coxa", relembra. Ele conta aliviado que nos últimos dias, mesmo com as chuvas intensas, o rio não subiu de volume. Um dos problemas citados pelos moradores da São Rafael, além do lixo e esgotos que tomam conta do rio Jaguaribe, é a vegetação, que em alguns trechos fecha o leito e impede a passagem de grandes volumes de água.

O segurança mora em uma área invadida recentemente, bem próxima da margem do rio. Segundo a Defesa Civil, ele foi convidado junto com outros moradores a saírem do local em troca de um aluguel social, mas o mesmo não quis. "Foram cinco novas moradias nos últimos meses e destas, somente duas aceitaram sair", informou o coordenador da Defesa Civil do município, Noé Estrela. Sobre a reclamação, ele disse que espera o final do período chuvoso para começar a abrir a vegetação.

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