quarta, 20 de novembro de 2019
Meio Ambiente
Compartilhar:

Cagepa joga soda cáustica no Rio Gramame, em JP

Katiana Ramos / 10 de fevereiro de 2018
Foto: Nalva Figueiredo
Pelo menos 40 mil litros de soda cáustica vazaram da estação de tratamento da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), localizada no Conde, em direção ao Rio Gramame, na Grande João Pessoa, segundo a Defesa Civil da Capital. O acidente aconteceu na tarde dessa sexta (9) e um alerta foi emitido pela Defesa Civil para que a população ribeirinha não tenha contato com a água do rio até que uma análise química seja feita. A Cagepa confirmou o vazamento, no entanto, negou que o volume tenha sido de 40 mil litros,conforme  informou a Defesa Civil Municipal.

“A Cagepa informou que já conseguiu estancar parte do vazamento e está colocando um produto para tentar neutralizar a ação da soda cáustica. Mas, inevitavelmente, o material já chegou ao rio e vai ocasionar a morte dos animais, sobretudo de peixes”, disse o coordenador da Defesa Civil de João Pessoa, Noé Estrela.

O gestor ambiental e integrante da Organização Não-Governamental (Ong) Viva Olho do Tempo, localizada em Gramame, Ivanildo Santana, lembrou que a água do rio recebe dejetos industriais diariamente, o que já está comprometendo a sobrevida da fauna e flora do curso. Com o acidente ocorrido nessa sexta, a poluição ficará mais grave.

Noé Estrela lembra que a população pode acionar a Defesa Civil a qualquer hora, por meio do Disk Defesa Civil: 0800 285 9020.

Nota

A Diretoria de Operação e Manutenção da empresa informou que parte do produto químico alcançou as margens do Rio Gramame. Contudo, “a Cagepa encaminhou técnicos ao local, que em pouco tempo, conseguiram conter o vazamento”. A nota informa ainda que a quantidade do produto despejado no Rio Gramame não foi suficiente para causar danos ao meio ambiente. Apesar disso, técnicos da Gerência de Controle de Qualidade da empresa estão monitorando o manancial e realizando testes para analisar a qualidade da água.

Por fim, a empresa lembra que a água distribuída a partir da Estação de Tratamento de Gramame não foi afetada com o vazamento do equipamento, descartando assim, qualquer possibilidade de contaminação. Segundo a Cagepa, a empresa responsável pelo fornecimento do tanque cilíndrico será responsabilizada uma vez que o equipamento foi adquirido há pouco menos de cinco anos.

Relacionadas