sexta, 21 de setembro de 2018
Cidades
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Matas da Grande João Pessoa sofrem com sujeiras

Bárbara Wanderley / 26 de janeiro de 2018
Foto: NALVA FIGUEIREDO
Considerada uma das cidades mais verdes do Brasil, o município de João Pessoa possui 3.439,58 hectares de remanescentes vegetais, com 1.060,25 hectares de áreas de mangue. Isso corresponde a 30,67% de cobertura vegetal no território do município, porcentagem considerada satisfatória para a qualidade de vida da população de uma Capital. A quantidade de área verde perfaz uma média de 47,11 m² por habitante. Os dados são da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semam). A maior parte dessas áreas, entretanto, sofre com o problema em comum: a falta de consciência da população, que despeja lixo nas reservas.

A diretora do Jardim Botânico - localizado na Mata do Buraquinho - Suênia Almeida contou que o problema é comum nas margens da mata que fazem divisa com bairros e comunidades. “Na Rua da Mata, no bairro do Rangel, chegamos a fazer uma campanha educativa de porta em porta depois de tirar três caminhões de lixo de lá, mas depois de 15 dias estava tudo do mesmo jeito. E lá tem coleta de lixo. Então não é um problema de falta de diálogo do órgão com a sociedade”, comentou.

A área de mata que encontra a Avenida Paulo Afonso, em Jaguaribe, está ganhando uma cerca para evitar que as pessoas continuem jogando lixo no local. “Acho que não deveria precisar de uma cerca para a pessoa saber que não deve jogar lixo ali”, disse Suênia.

Amém. O problema também atinge a Mata do Amém, em Cabedelo, Grande João Pessoa. De acordo com a analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) que funciona dentro da mata, Leia Carvalho, o descarte de lixo na mata não é incomum, até porque há uma linha férrea que atravessa o local. Ela contou que há uma ronda periódica nos arredores da mata, mas é impossível controlar completamente a área de 114 hectares, principalmente por causa da passagem constante do trem.

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