terça, 24 de novembro de 2020

Justiça
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Testemunhas da Operação Pão e Circo são dispensadas do processo após 4 anos

Mislene Santos / 18 de agosto de 2016
Foto: Divulgação
Quatro anos e um mês após a “Operação Pão e Circo” ter sido deflagrada pela Polícia Federal, 17 testemunhas de defesa de quatro acusados de participarem do suposto esquema de desvio de dinheiro público deveriam ter sido ouvidas nesta quinta-feira (18), mas um recurso impetrado de última hora obrigou o juiz da Comarca de Solânea, Osenival dos Santos Costa, a dispensá-las.

As oitivas seriam realizadas com testemunhas de defesa do ex-prefeito de Solânea, Francisco de Assis Melo - mais conhecido como Drº Chiquinho - Lúcia de Fátima Lima de Sousa Melo (esposa do ex-gestor), Vinicius Lima de Sousa Melo (filho do casal) e a secretária deles, Cláudia Isabel da Silva Maia.

O magistrado explicou que, apesar das 17 testemunham terem comparecido ao fórum acompanhadas do advogado dos acusados, não pode ouvi-las devido ao pedido de desistência da defesa. “A defesa alegou que não tinha mais interesse de ouvir as próprias testemunhas, o que é um direito dos acusados”, afirmou o magistrado.

Com isso, o juiz informou que o processo será encaminhado para a 5ª Vara Criminal de João Pessoa para que seja dado prosseguimento ao tramite.

Os acusados teriam, de acordo com as investigações, participado de um suposto esquema de desvio de dinheiro público que superfaturava contratos de bandas de forró para festas de Réveillon, São João, São Pedro e Carnaval.

Além do ex-prefeito de Solânea, também foram envolvidos na denúncia os ex-gestores de Sapé e de Alhandra, respectivamente, João da Utilar e Renato Mendes.

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